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Durante a filosofia clássica, Aristóteles analisava o ato de abortar como controle populacional da Grécia Antiga, sem nenhuma restrição para tanto. Diacronicamente, vale ressaltar que a questão do aborto no Brasil tornou-se pauta social e de saúde pública, visto que, não sendo legalizado no país, salvo exceções, vitimiza, a cada dois dias, uma mulher. Assim sendo, seja pela barreira constitucional, política e burocrática ao tratar do assunto, seja também pela falta de controle da saúde pública e gratuita, a discussão sobre o impedimento da gravidez e suas consequências devem ser impreteríveis.
Vale ressaltar, de início, em se tratando da legalização do aborto, os avanços mundias em contrapartida da barreira imposta que movimentos femininos encontram no poder público brasileiro. Nesse viés, a Argentina, por exemplo, obteve um passo à frente sobre tal pauta, após votação histórica e, dessa maneira, igual a países desenvolvidos como EUA e Canadá, o país ter conseguido avanços sociais. Por outro lado, o Brasil, infelizmente, discorre de forma paralela do Superior Tribunal Federal, como aponta o site "O povo online" e, nesse sentido, enquanto uma a cada cinco mulheres até os 29 anos ter abortado - ilegalmente - e o mesmo número ter tido um fim trágico, o Brasil enfrenta uma morosidade filha de um sistema conservador.
Ademais, além da lenta ação governamental, apesar de ilegal, 9464 casos de aborto ocorrem sem respaldo do sistema de saúde, pondo em destaque sua ineficácia. Segundo a Pesquisa Nacional do Aborto, PNA, a mulher que aborta tem entre 18 e 39 anos, possui graduação média e superior, mora em área urbana, e, na maior parte, da classe média alta. Tais dados evidenciam que o aborto, em questão, é a escória da pobreza nacional, pois mulheres com melhores condições procuram clínicas privadas, enquanto aquelas de baixa renda locais clandestinos e deploráveis. Por conseguinte, cabe ao sistema de saúde, por sua vez, viabilizar melhores projetos e recursos para que, além de esclarecer métodos de prevenção de gravidez, a ação abortiva não seja apenas em casos de estupros e mal formação fetal.
Portanto, o caso de se debater sobre a questão do aborto no Brasil, tornou-se motivo de avanço em direitos sociais e de garantir a saúde nacional. Assim sendo, o governo federal deve abrir plebiscitos de consulta popular direcionados às mulheres sobre sua opinião e anseios sobre o corpo e estrutura familiar como um todo. Além de, ainda, o SUS, a partir de maiores ações fiscais, possa estar melhor amparado para atender casos de mulheres e meninas vítimas do descaso e da desigualdade econômica e, também, o sistema desenvolva projetos para melhores campanhas contraceptivas, pois o aborto não deve ser o fim último. Somente assim, viabilizar-se-á uma gama social de direitos adquiridos.
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