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Tema: A Descriminalização do aborto no Brasil

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Diariamente, quatro mulheres morrem nos hospitais por complicações pós aborto no Brasil. Todos os anos ocorrem um milhão de abortos clandestinos. Mãe de três filhos morre no Rio de Janeiro após hemorragia de aborto mal feito. Este é o preço que o Brasil paga com a criminalização do aborto. Mas, até quando?
Ainda que o aborto seja a alternativa de muitas mulheres de forma corriqueira no Brasil, setores religiosos fundamentalistas insistem em decidir sobre a vida delas. Sustentam seus argumentos em pilares falhos, dizendo que abortar é um crime à vida do embrião. Entretanto, suas mentes fechadas não os permitem compreender que, o cérebro não possui sua arquitetura básica formada, no mínimo, até o terceiro mês de gestação. Isso significa que o embrião não tem consciência, ou seja, é apenas um conjunto de células como qualquer pedaço de pele. Desta forma, enquanto o sistema patriarcal ainda deseja manter seu domínio sobre o corpo e a vida da mulher, 250 mil internações no SUS são feitas, acarretando 142 milhões de gastos com complicações pós aborto. 
Além disso, defendem a criminalização do aborto, os regressistas que atacam o problema com medidas imediatistas, mas esquecem de tratar na raiz do problema, com ações corretivas e preventivas. Convém lembrar que, apoiar a descriminalização do aborto não tem o mesmo efeito do que apoiar o aborto em si. Legalizar o aborto é uma proposta que respeita os direitos humanos e, faz parte deles o tão importante e ignorado, até então, direito reprodutivo. Os direitos reprodutivos dizem respeito à autonomia para o exercício da própria capacidade reprodutiva. Estão relacionados à decisão da quantidade de filhos que a mulher deseja ter, e, caso não deseje ter um, o seu direito é assegurado. Essa liberdade fundamental é respeitada em 80% dos países desenvolvidos, onde o aborto é permitido. Por exemplo, Portugal, que autorizou o procedimento em 2007, até o décimo mês de gestação, e, 10 anos depois, as mortes decorrentes dele foram quase nulas.
Em suma, o STF (Supremo Tribunal Federal) deve analisar minunciosamente a situação, levando em consideração que o Brasil é um estado laico e crenças religiosas devem ser ignoradas em decisões estatais. Inicialmente, o governo deve legalizar o aborto, e, concomitantemente, a fim de investir em ações preventivas, iniciar a educação sexual desde a infância é essencial. Além disso, os anticonceptivos devem ser de fácil acesso a todas e deve haver um atendimento digno às pacientes, onde o procedimento seja feito de forma segura e gratuita. 
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