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Tema livre

tema: tráfico humano
"A liberdade é para o homem o que o céu é para o condor". As palavras do escritor Castro Alves expressam a relevância do ideal libertário em face da intensa prática escravista, durante o Brasil Imperial. Nesse contexto, embora não mais vigore o regime escravocrata, o tráfico humano persiste na contemporaneidade do país, potencializado tanto pela ineficaz assistência estatal quanto pela deficitária fiscalização.
Nessa perspectiva, a negligência governamental impulsiona esse fenômeno. Segundo o existencialismo do filósofo Jean Paul Sartre, o indivíduo constrói a si mesmo a partir das condições encontradas desde seu nascimento. Nessa linha de raciocínio, a ação de quadrilhas é facilitada pela vulnerabilidade social da população, visto que a carência de serviços públicos, como a educação, dificulta o ingresso no mercado de trabalho e, consequentemente, pessoas são ludibriadas por propostas de enriquecimento rápido. Assim, a insuficiente assistência social do Estado agrava o problema do país.
Outrossim, a inoperante fiscalização intensifica a problemática. De acordo com o pensador Aristóteles, o equilíbrio da sociedade é alcançado por meio da justiça. Em contrapartida, a desarticulação do poder rompe com essa premissa, haja vista que a insuficiência de dados relacionados à punição de redes de contrabando aliado à frígida regulamentação de espaços propícios a essa prática têm, como resultado, a camuflação desse crime violador dos direitos humanos na sociedade brasileira. Dessa maneira, a precária intervenção reforça esse fenômeno no Brasil.
Desse modo, é necessário que o Governo Federal, aliado às esferas estadual e municipal, implemente delegacias especializadas nesse tipo de crime, sobretudo nas áreas que mais necessitem de mais atenção, de forma a coibir tal ação, bem como facilite o acesso ao primeiro emprego da população carente, realizando uma parceria com empresas privadas, estimulas por isenções e benefícios fiscais. Ademais, a imprensa deve orientar a população por meio de informes periódicos em sua programação, esclarecendo modos de reconhecer indivíduos em situação de trafico humano, prostituição e afins. Dessa forma, é possível que o equilíbrio aristotélico atenue essa mazela no Brasil.
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