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A escravidão constituiu um sistema de exploração vigente no Brasil até o ano de 1888, com a promulgação da Lei Áurea. Entretanto, sabe-se que as transformações não saíram do papel e o trabalho escravo continuou a ser um marco da sociedade brasileira, a qual convive hoje com uma população negra vítima do preconceito e desigualdade, assim como péssimas condições de vida.
Desde os tempos do trafico negreiro, os negros foram inferiorizados pelos brancos e obrigados a trabalhar durante longas jornadas e sob precárias circunstâncias. Esse cenário refletiu na organização da sociedade moderna, visto que esse grupo enfrenta o preconceito e o racismo proveniente de uma maioria branca, além de conviver com a desigualdade social. Estudos divulgados pela revista ISTOÉ mostram que um negro apresenta menor salário que os demais grupos étnicos, bem como lidera o ranking de mortes por homicídio. Dessa forma, o país convive com a marginalização dos negros e com a construção da ideia de que eles representam uma ameaça à sociedade.
Convém ressaltar também que o negro, por não encontrar meios eficientes para sua inserção social, acaba submetendo-se a trabalhos análogos a escravidão. Recentemente, foi divulgado que uma fazenda mineira vinculada à empresa Starbucks mantinha seus trabalhadores em situações extremamente precárias. Nesse sentido, os jovens não encontram oportunidades de estudo, seja pela necessidade do trabalho árduo, seja pelo preconceito ao qual são submetidos.
A escravidão deixou, por conseguinte, uma herança negativa para os brasileiros, já que essa parcela da população encontra-se isolada do meio em que vive. Cabe ao governo desenvolver políticas públicas mais eficientes na inserção social do negro, isto é, incentivar a criação de abrigos e casas de apoio para negros pobres que desejam um futuro melhor, patrocinar cursos qualificantes para certas profissões e aprimorar a política de cotas para que, no futuro, ela não seja um recurso necessário. As ONGs e as empresas de todo o Brasil devem conscientizar as pessoas sobre as consequências da escravidão e a urgência de mudanças que visem à igualdade entre os cidadãos através de passeatas, palestras, propagandas e a igualdade entre os salários de profissionais. As escolas e os adultos têm o papel de ensinar às crianças, por meio do diálogo e do processo de socialização, que todos são iguais perante a lei e que o respeito aos direitos humanos deve sempre prevalecer. Assim, os brasileiros poderão apagar de sua história o episódio da escravidão.
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