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Tema livre

Aborto
A qualidade de vida de um cidadão é tão importante quanto sua própria existência. Com essa afirmação, Platão cria uma maneira de pensar análoga ao aborto. Nesse sentido, é inerente reconhecer as principais motivações que repercutem tal ato. Assim, é visível a existência de uma sociedade com falta de educação sexual que impulsiona cidadãos imaturos a cometerem relações sexuais sem idealizar as possíveis consequências, como a morte de mulheres em abortos clandestinos. Diante disso, o número de gestações indesejadas é cada vez maior e reflete o machismo, enraizado desde o período patriarcal, através da concepção de que a mulher é a grande responsável pela origem do feto. No entanto, mesmo com as devidas consequências para a vida de uma mulher, o aborto é considerado crime no Brasil. Logo, é necessário uma reeducação social que ampare as cidadãs.
Mormente, segundo a Organização Mundial da Saúde cerca de 22 milhões de abortos ocorrem por ano em locais inapropriados com estruturas inadequadas. Esses fatores contribuem para a morte do indivíduo durante a realização do processo. Desse modo, a legalização e a descriminalização seriam um passo adiante para regulamentar a prática , sem oferecer risco para a vida da gestante. Nesse viés, segundo Debora Diniz, da Universidade de Brasília, a legalização não é sinônimo de banalização, deve-se recorrer a prática em último caso e continuar com o uso de preservativos.
Em segundo plano, de acordo com o Código Penal brasileiro , o aborto é considerado crime contra a vida humana, e só deve ser praticado em caso de estupro, feto anencefálico e quando a gravidez oferece risco para a gestante. Contudo, hoje , no Brasil, segundo a Pesquisa Nacional do Aborto, uma a cada cinco mulheres aos 40 anos já terá abortado um filho, em decorrência da ausência de educação, acanhamento feminino, imposição masculina e conhecimento de informações insuficientes. Dessa maneira, o Supremo Tribunal Federal luta pela aprovação do aborto até a 12ª semana de gestação.
Urge, portanto, iniciativas que evitem essa prática, mas que quando necessária seja feita de maneira adequada protegendo a vida da mulher. Cabe ao Governo Federal, instituir palestras e campanhas disseminando sobre o uso dos preservativos, as consequências de uma gravidez indesejada e estimular o amadurecimento das ideias adolescentes para que os jovens se tornem adultos capacitados e conscientizados. Essas palestras devem ser ministradas por psicólogos e pedagogos nas escolas públicas e privadas. Assim, o índice de aborto irá diminuir e quando realizado irá garantir segurança. Ademais, a Receita Federal deve investir parte dos impostos arrecadados em clínicas que realizem o processo de forma segura e que aconselhe a paciente da melhor forma possível. Dessa forma, o Brasil irá afirmar ordem e progresso.
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