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Letargia Social
O filósofo grego antigo Hipócrates, resumiu em seus aforismo a melancolia, uma compreensão precoce da depressão, como "um estado de medo e desânimo duradouro". De fato, com o passar dos séculos a presença desse quadro patológico foi lapidado e atualmente configura-se uma epidemia mundial que afeta os mais jovens. Nesse sentido, haja vista a perpetuação de um tabu em um quadro de silêncio coletivo aliado à inoperância estatal que negligencia o vigor mental, faz necessário a busca de medidas que viabilizem o bem-estar dessa juventude no presente momento.
A priori, o Estado mantém uma política que avança em passos letárgicos, quando não é falha em suas diretrizes.Desse modo, apesar de o artigo 196 da Constituição Federal garantir o direito à saúde pública, ainda não há divulgação nem de tratamentos, nem de formas de identificar a doença pelo Sistema Único de Saúde. Assim, o jovem encontra-se no escuro, desamparado e sem saber lidar com todas as novas realidades da adolescência, sem informação e nem guias, segue um caminho depreciativo, que em pior hipótese, termina em suicídio.
Paralelo a isso, observa-se a resistência de uma cultura de silenciamento que perpetua uma discussão velada, impedindo-se assim, o combatimento de estereótipos e o esclarecer sobre o assunto. Sob essa ótica, o seriado norte americano "Os 13 porquês", possui seu enredo envolta aos temas juvenis como depressão, suicídio, bullying e sexualidade, tendo recebido diversas opiniões negativas, justificadas na questão do jovem estar sendo coagido a praticar tais atos. Consoante ao pensamento do filósofo Michel Foucault, em seu livro "A ordem do discurso", demonstra que a formulação de "palavras proibidas" em nossos discursos é a forma que as instituições encontram para manter o seus poderes, controlando o que não deve ser pronunciado a sociedade repercute uma censura, associando a doença mental à uma simples gripe, repercutindo o ideário que adoece nossos jovens.
Impende, pois, a urgência em buscar investir em ações positivas que proporcionem a diminuição dessa patologia psicológica. Cabe ao União direcionar capital que, por meio do Ministério da Saúde, será revertido em investimento nas Unidades de Saúde Básica, que contaram com acompanhamento psicológico e psiquiátrico, com campanhas enfáticas no Setembro Amarelo. Ademais, é dever do Ministério da Educação a promoção de debates em sala de aula, a fim de desconstruir estereótipos nocivos e promover solidariedade a dor do outro. Por fim, espera-se que o combate contínuo mantenha o bem-estar desse grupo vulnerável por todas as fases da vida.
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