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TEMA: O uso de agrotóxicos no Brasil.

Durante a guerra do Vietnã, o agente laranja, vulgo agrotóxico, foi utilizado como arma química, sendo esse responsável pela morte de diversos civis. Diferente desse contexto, no Brasil hodierno, essa substância adaptada ao meio agroindustrial é amplamente utilizada na agricultura, a fim de garantir a eficiência do plantio, mesmo que nociva ao meio ambiente e à saúde. Nesse ínterim, enquanto a França impede o uso desse produto, o governo brasileiro luta pela legalização de agroquímicos classificados como carcinógenos. Essa problemática, por sua vez, aprofunda-se, à medida que os governantes colocam os interesses mercadológicos acima da qualidade ambiental e alimentar do ser humano.
Em primeiro plano, a utilização intensiva de defensivos agrícolas causa danos irreparáveis ao solo e, sobretudo, ao ser humano. Com isso, segundo o Ministério da Saúde 26 mil brasileiros foram intoxicados por agrotóxicos nos últimos dez anos. Lamentavelmente, embora esses casos sejam recorrentes, nada se tem feito para assegurar a qualidade de trabalho dos agricultores e alimentar dos brasileiros. Diferente disso, há o estabelecimento de medidas descompromissadas com o bem-comum como, o Projeto de lei pacote de veneno, que legaliza o uso de diversos produtos químicos no meio ambiente.
Por outro lado, o agrotóxico tem sido subsidiado pelo governo desde a década de 1970 como forma de mitigar a fome no país. Isso porque amparado pela visão do economista Thomas Malthus, a produção agrícola sendo dependente do tempo e dos fatores naturais corrobora para a subnutrição dos povos. Desse modo, a introdução dos fitossanitários no campo possibilita a eficiência produtiva, bem como a segurança alimentar.
Entretanto, as indústrias, por meio de propagandas, legitimam necessidades , muitas vezes, falaciosas em meio à população, a fim de beneficiar-se economicamente. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), o plantio agroecológico, ou seja sem compostos químicos, produz a mesma quantidade de alimento que a produção com inseticida. Do mesmo modo que segundo também a OMS, o problema da fome na atualidade advém de questões sociais e logísticas do país. Dessa maneira, a relação mutualística entre eficiência produtiva e uso de agrotóxico provém de uma ideologia massificada pelo mercado, para assim, garantir os lucros dos fornecedores dessas substâncias.
Fica claro, portanto, que a produção agrícola por meio de agrotóxico se faz desnecessário frente à produção de alimentos orgânicos. Logo, urge à União o incentivo a produção de alimentos saudáveis e de baixo impacto ambiental, por meio do assentamento e subsídios à produção familiar, que se encontra no Brasil ainda carente de investimentos, como ao promover a demarcação das terras improdutivas para esse fim.
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