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Tema: É imprescindível o combate à cultura do estupro

??A roupa era curta.Ela merecia.O batom vermelho. Porte de vadia??, trecho da banda Mulamba, fala sobre a costume de culpar a vítima em casos de violência sexual. Nessa análise, observa-se que não há no Brasil a devida atenção aos casos desse problema social, que está enraizado na sociedade desde o período colonial. Por conta disso, a mulher é vista, muitas vezes, como objeto, pronto para servir o opressor, fortalecendo o que se conhece como ??Cultura do estupro?´.
Nesse sentido, o principal fator formador da ideologia brasileira de banalizar o estupro é o patriarcalismo, que desde os primórdios sociais colocou a mulher como submissa. Dessa forma, a educação infantil já demonstra padrões que fortalecem essa cultura, como o menino se insinuar para uma garota e isso para adultos ser normal e até motivo de orgulho, pois para muitos demonstra virilidade, esse e outros modos de agir vão se perpetuando, e quando não reprimidos tendem a gerar no jovem um sentimento de potência sobre o sexo oposto. Nesse viés, o contrato social de Hobbes explana sobre a naturalidade humana de ser mau, porém com a educação este se tornaria bom, analogamente o futuro estuprador se instruído desde os primórdios sobre consentimento dificilmente este culminará tal ato. Logo, é notório que o ato educacional é a principal arma contra o desrespeito com a figura feminina nos mais diversos âmbitos.
Desse modo, devido a essa cultura, a mulher é, muitas vezes, vista pelo corpo social como a culpada do ato, como ocorreu em um recente caso em que uma jovem foi violentada por cerca de trinta homens e grande parte da sociedade a considerou culpada simplesmente por estar no local. Destarte, esse hábito acontece por conta da manipulação patriarcal que classificam mulheres como as ??de casar?? e as de não,enumeram roupas inadequadas, entre outros comportamentos machistas, que diminuem e desacreditam a figura feminina. Isto posto, a ativista e filósofa Judith Butler traz a teoria de que o machismo não é apenas uma teoria, é algo que exerce poder coercitivo sobre o corpo feminino, o que em vários casos, culmina no estupro. A vista disso, nota-se que a estrutura cultural da violência sexual é fruto do poderio masculino exercido sobre o feminino e a forma com que a sociedade de um modo geral enxerga isso com naturalidade.
Portanto, é perceptível que há uma cultura do estupro no país, devido a um enraizamento histórico do machismo na sociedade brasileira, cabendo a órgãos reverter essa situação. Para tanto, o Ministério da Educação deve promover o desenvolvimento de uma futura geração conhecedora do que é consentimento, por meio da promoção de aulas temáticas em escolas sobre feminismo e gênero explicitando causas e consequências sobre esses aspectos tão importantes, a fim de gerar nesses jovens o pleno conhecimento sobre o que é respeito. Outrossim, a mídia, cumprindo seu papel social, deve trazer o tema para a pauta nacional, por meio de programas de entrevistas com ativistas feministas e antropólogos, mostrando a dimensão do problema desses costumes de inferiorizar a mulher, a fim de gerar no público um maior conhecimento rente o assunto.

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