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A mulher contemporânea é assediada diariamente por propagandas que ditam o corpo ideal. Isso não só contribui com a manutenção de um padrão estético, como também financia a indústria da beleza, que se utiliza da insegurança feminina para vender produtos e procedimentos estéticos. Logo, colabora para a reificação da mulher, uma vez que ela passa a ser colocada como objeto a ser padronizado.Na verdade, esse cenário é inerente a sociedade capitalista, que coisifica as pessoas como relata o filósofo Luckás. Nesse caso, é preciso entender o papel da mídia nesse processo e as possíveis consequências advindas da ditadura da beleza.
Em primeiro lugar, busca-se compreender o poder midiático na ratificação de um estereótipo feminino. Segundo Augusto Cury, no livro " Ditadura da beleza", toda beleza é imperfeitamente bela. O discurso que predomina, entretanto, nos meios de comunicação é antagônico, pois a beleza tem forma, cor e peso.Esse fato pode ser exemplificado pelos comerciais com mulheres impecáveis, que são magras, possuem cabelo liso e pele clara - típica do continente europeu. Atualmente, alguns comerciais tem se apresentado mais plural, todavia ainda é irrisória frente à imposição estética que a mulher sofre. Por conseguinte, é necessário fomentar a valorização das peculiaridades femininas, porquanto a obsessão pelo corpo perfeito pode desencadear transtornos seja alimentares, seja psicológicos.
À vista disso, é necessário identificar os efeitos ocasionados pela busca exacerbada de um corpo esteticamente aceitável. Muitas revistas direcionadas ao público feminino divulgam dietas de forma irresponsável, pois estão comprometidas com o que se vende e não com a saúde da leitora. Assim, são o estopim, na maioria das vezes, para evolução de distúrbios alimentares, como anorexia, bulimia ou, até mesmo,distúrbio de imagem. Além disso, podem gerar danos irreparáveis físicos e psíquicos, visto que essas dietas não tem acompanhamento médico, porque são vistas como inofensivas. Desse modo, é observado a busca da aceitação social a qualquer custo em detrimento da qualidade de vida, embora o pensamento inicial de parte das mulheres seja ser mais saudável.
É imprescindível, portanto, que se desconstrua a ideologia de padronização dos corpos, a fim de romper com todo cerceamento de liberdade que priva a mulher de se aceitar de forma plena. Assim, aos meios de comunicação cabe incorporar em sua programação - comerciais, novelas e debates- com os temas diversidade, normatização e estética, com o fito de proporcionar a reflexão e quebra de paradigmas. Paralelamente a isso, o MEC deve exigir que as escolas abordem a temática em debates e ilustrações desde o ensino básico com uma equipe multidisciplinar- professores, psicopedagogos, nutricionistas- com a finalidade de promover a inteligência emocional, ensinando as crianças a aceitar suas especifidades. Afinal, à medida que essas iniciativas de combate e prevenção forem implementadas a lógica opressiva será reduzida.
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