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No famoso seriado da Netflix, Thirteen reasons why, a personagem principal (Hannah Baker )é alvo constante de ofensas e calúnias em seu meio escolar. Com o passar do tempo, essas importunações aumentam e contribuem para que ela cometa suicídio. De forma análoga, no contexto social vigente, muitos indivíduos entre 13 e 25 anos veem as escolas, universidades e redes sociais como ambientes hostis onde podem sofrer bullying a qualquer momento e, portanto, atraírem sérias consequências, as quais devem ser analisadas.
Primeiramente, é preciso entender que, segundo muitas pesquisas apontam, existe um padrão que caracteriza a vítima e o agressor. O primeiro geralmente tem vantagem em sua estatura e poder aquisitivo, o segundo, em sua maioria não se encaixa no padrão imposto pelo grupo. Dessa forma, inconscientemente, se estabelece uma relação de dominação e de exclusão, pois, após sofridas as violências que podem ser físicas, psicológicas e morais, o jovem torna-se recluso, fechado e com dificuldade de interação. Portanto, em decorrência dos fatos mencionados, os índices de depressão, distúrbios alimentares e suicídio aumentam a cada dia mais e, por conseguinte, afetam a vida de milhares de pessoas.
Outrossim, um fator que também contribui para esse ciclo de agressão é a falta de acompanhamento das instituições. Pensando nisso, a frase: "eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens." do filósofo e matemático, Pitágoras, contribui para a compreensão da importância do acompanhamento familiar na formação psicossocial de uma pessoa. Desse modo, se um adolescente que sofre ou pratica bullying tem dificuldades em conversar com seus seus pais, por exemplo, forma-se uma barreira que dificulta o fim desse fenômeno, ainda mais se o ambiente em que vive o estimular a ter pensamentos preconceituosos ou complexo de inferioridade em relação aos outros.
Em suma, em virtude dos fatos mencionados, entende-se que a ocorrência de perseguições ou intimidações faz parte de uma progressividade que deve ser controlada. Pensando nisso, as escolas em parceria com a família devem promover a discussão desse assunto, a primeira por meio de palestras, rodas de conversa e mobilização social, em que se farão uso de panfletos, filmes, e apresentações teatrais, a fim de atenuar sua existência e conscientizar a comunidade. Já a segunda deve estimular o diálogo e, portanto, acompanhar diariamente a relação de seus filhos com os lugares em que frequenta, as pessoas que interage, e o uso que faz das redes sociais. Espera-se com isso que, gradualmente, o destino de muitos jovens seja diferente ao de Hannah Baker ilustrado pela série e que as instituições de ensino ou virtuais possam ser vistas como um ambiente de mais respeito e inclusão.
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