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Tema: Tolerância aos agrotóxicos e seus efeitos no Brasil.

Em meados do século XX, a base doutrinária estabelecida pelo poeta e dramaturgo alemão Bertold Brecht afirmava que " Nenhum problema nos deve parecer natural, nem impossível de ser mudado". Nesse sentido, a questão dos insumos químicos no Brasil, perpassando pelo constante uso de agrotóxicos, urge por mudanças significativas. Sob essa perspectiva, infere-se que a ineficiência do Estado e a inação e compactuação da sociedade são, indubitavelmente, canalizadores desse paradigma.
Em primeiro plano, sob a ótica sociopolítica, o persistente uso de agrotóxicos encontra na displicência operacional do Estado em garantir leis eficientes e benéficas para a população um importante alicerce para que se manifeste e se desenvolva. Essa fato decorre do esfacelamento do Poder Público, o qual flexibiliza leis a fim de favorecer a utilização de insumos químico e atender interesses subjetivos que visem a perpetuação do político no poder. Essa realidade ilustra com precisão aquilo que, no século XVI, Nicolau Maquiavel, em o "Príncipe", refletira a cerca da necessidade de o governante conduzir as suas decisões políticas sempre com o propósito de perpetuar e expandir a sua esfera de poder e, para tanto, diminuir o uso desse produto na agricultura não parece se mostrar a melhor estratégia. Dessa forma, fica notório que uma melhoria na gestão estatal é imprescindível para que essa problemática seja superada.
Ademais, em uma segunda análise, a dificuldade de superar o constante uso de agrotóxicos é fomentada pela inação e compactuação da população diante desse cenário. A gênese desse fato decorre de uma sociedade que se cala diante de problemas sociais, haja vista que foi culturalmente doutrinada, desde a Ditadura Militar - na qual a liberdade de expressão foi proibida- a acharem que manter-se inerte e melhor para si do que mobilizar-se para pressionar o governo por mudanças. Essa conjuntura relaciona-se com a premissa defendida por Félix Guattari, em sua obra "Mil Platôs", de que, na contemporaneidade, forma-se corpos dóceis e apáticos, o que corrobora com o desinteresse da população em lutar pela diminuição do uso de insumos químicos e, consequentemente, com a perpetuação desse paradigma. Dessa maneira, a sociedade não se manifesta a favor de melhorias em relação a esse problema , o que acaba normalizando-o e negligenciando-o .
Torna-se evidente ,portanto, que a apatia da sociedade e a precarização do Poder Público constroem e auxiliam na persistência do uso de agrotóxicos no Brasil. Ao objetificar a imprescindibilidade da superação desse panorama, o Poder legislativo deve criar leis menos flexíveis e mais punitivas em relação ao uso de agrotóxicos na agricultura, além de repassar verbas à centros de pesquisas com a finalidade de ajudar no progresso e no avanço dos biopesticidas como meio de substituir os insumos agrícolas convencionas, melhorando ,assim, a realidade brasileira. Outrossim, as estâncias de ensino - em parceria com ONG?s - devem ministrar aulas e campanhas educacionais, para os alunos, no intuito de que eles desenvolvam senso crítico e se motivem a lutar contra as problemáticas presentes na realidade brasileira, minimizando, desse modo, a cultura de apatia que foi enraizada na sociedade. Consequentemente, com o alcance e eficiência dessas ações, a mudança proposta por Bertolt Brecht poderá ser efetiva no Brasil.
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