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Tema livre

"Inda tanto nos sobra por este grandioso país de doenças e insetos por cuidar". A frase é do livro Macunaíma, escrito pelo modernista Mário de Andrade, em 1928. De fato, a batalha para erradicar doenças e seus vetores é tema constante para a saúde pública brasileira. Apesar da familiaridade, não é atípico a sensação de despreparo que os atuais surtos ilustram. Nesse sentido, seja pela inoperância estatal, seja pela falta de diálogo ativo entre o Ministério da Saúde e os cidadãos é preciso a tomada de medidas para reverter essa situação.
Em primeira instância, as características climáticas do país favorecem a ambientação da maioria dos vetores dessas doenças endêmicas, por ter em seu ciclo uma sazonalidade é previsível quais épocas terão surtos. Por essa peculiaridade, percebe-se a inaptidão do governo em manter coerência em sua campanhas sanitárias com uma política que descumpre o art. 196, da Constituição Federal de 1988, no qual garante saúde como direito de todos e dever do Estado. Desse modo, é pertinente quebrar essa cultura apenas de remediar a já consequências sem manter um projeto permanente de profilaxia.
Por outro lado, observa-se na Revolta da Vacina ocorrida no governo de Rodrigues Alves, durante uma epidemia de varíola no Rio de Janeiro, o método agressivo de vacinação que deixou a população em ignorância do que estava acontecendo. As marcas dessa campanha impositiva mantém-se nos dias atuais, não com a obrigatoriedade, mas sim, com a falta de esclarecimento à população que resiste as ações sanitaristas de conscientização. Não obstante, demanda-se mais esforços para angariar o coletivo, que sem conscientização, por exemplo, deixa de vacinar-se, dificultando a erradicação dessas patologias.
Dada a problemática atual, é de vital prioridade que o Estado, direcione capital que, por meio do Ministério da Saúde, seja revertido em ações contínuas tanto em uma de fiscalização domiciliar nos municípios mais recorrente, como também manter na regiões com mais risco, campanhas bimestrais de conscientização. Além dessas medidas, cabe ao Ministério da Educação aliar-se às mídias sociais, com o objetivo de inteirar a temática das doenças, com uma linguagem acessível a todos, proporcionar divulgação constante da importância da coletividade para evitar novos surtos para a saúde nacional.
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