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A depressão entre os jovens está em visibilidade. A segunda geração do romantismo brasileiro ficou conhecida como "Mal do Século" por ter características melancólicas. Entretanto, hoje, esse termo é atribuído à doença depressão, que mediante fatores sociais e governamentais faz-se presente na juventude brasileira - senso fenômeno de cunho deletério à vida que, por isso, precisa ser combatido.
Primordialmente, vale elencar que a desinformação estimula a depressão entre os jovens. Com efeito, na idade média, havia muita intolerância no que se refere aos transtornos psiquiátricos, umas vez eles eram considerados castigo divino. No entanto, embora em menor escala, isso ainda acontece no Brasil: o desprezo ao julgar essa enfermidade como "frescura" ou "falta de fé" expõe essa realidade na qual o tratamento é desencorajado. Assim, na Hipermodernidade, cultura dos excessos no dizer de Lipovetsky, tal postura pode ser confirmada por páginas em redes sociais que banalizam a doença. Portanto, consoante Cazuza, o futuro repetindo o passado.
Do mesmo modo, segundo Max Weber, problemas em sociedade geralmente resultam de falhas do Estado. Nesse sentido, de fato, princípios de saúde e qualidade de vida compõem a Constituição, mas cenários como o desemprego e a pressão para que os jovens exerçam determinado papeis sociais representam coeficientes determinantes em surtos depressivos. Isso se notabiliza, à medida que, conforme o 2º Levantamento Nacional do Álcool e Drogas, 21% dos jovens entre 14 e 25 anos apresentam sintomas dessa séria enfermidade, o que evidencia que essa norma jurídica de maior instância ainda não tem pleno efeito na prática.
Em suma, a depressão prejudica muitos jovens. Para que essa caótica situação seja minimizada urge que o Estado informe a população como se prevenir e tratar a doença. Para isso, ele poderia criar cartazes educativos em escolas e postos de saúde, bem como produzir propagandas em diversos meios de comunicação, a fim de expor o assunto como doença séria, acabando com a banalização. Além disso, atividades em grupo com pais, alunos, professores e psicólogos poderia socializar, identificar e solucionar possíveis episódios. Dessa forma, os jovens brasileiros teriam uma boa condição mental que teria como limite à melancolia dos romances byronianos.
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