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O consumo de absinto se tornou costume entre os artistas simbolistas em meados do século XX, principalmente como uma forma de ausentar-se, por um momento, da árdua realidade e dos problemas sociais do país. Tal prática, aliada à vida boêmia noturna, fatalizou inúmeros poetas acometidos pela tuberculose, apelidada como o mal do século. Ao longo do tempo, o absinto foi dando lugar a outras substâncias e costumes que, a sua maneira, não são benéficos: demais bebidas alcoólicas, drogas ilícitas, cigarro e jogos eletrônicos. Desse modo, a partir do momento em que determinada ação passa a ser prejudicial ao seu praticante, de alguma forma, o hábito dá lugar ao vício, constituindo um problema de ordens pessoal, familiar e social.
Nesse enfoque, é lúcido ressaltar os antecedentes responsáveis por levar a maioria das vítimas ao vício, fatores de cunho psicológico, principalmente, como no caso dos literários simbolistas. Isso estimula no indivíduo a necessidade de uma válvula de escape que lhe permita esquecer dos problemas, oferecendo uma felicidade ilusória de curto prazo. Situações familiares, traumas, crises econômicas e grandes decepções estão elencados entre as principais motivações. Nesses casos, o apoio familiar e o acompanhamento psicológico são fundamentais. Cabe, ainda, destacar a situação carcerária brasileira, com uma população formada, em sua maioria, por detentos de baixa escolaridade e oriundos da Lei de Drogas de 2006 - de acordo com o INFOPEN, que faz levantamentos de dados penitenciários - o que demonstra como o descaso social e o amparo do tráfico contribuem para o desarranjo na vida de uma pessoa.
Convém, ainda, analisar como um vício pode afetar a vítima, bem como seus familiares e amigos. As consequências à saúde do indivíduo são inúmeras, deixando-o exposto, principalmente, a problemas de ordens neurológica, cardíaca, psicológica ou respiratória, que podem ser desenvolvidos a longo prazo. Além disso, os viciados correm, inclusive, perigo de vida de maneira imediata, podendo ser acometidos por um caso de coma alcoólico ou overdose, situação sofrida, recentemente, pela cantora estadunidense Demi Lovato, devido ao seu vício em álcool e drogas ilícitas. Nesse contexto, o trabalho de conscientização é elementar. Contudo, os desdobramentos vão além, afetando também parentes e amigos próximos, bem como as relações interpessoais entre estes e as vítimas.
Frente a tais impasses, urge, por conseguinte, uma medida pública por parte do Ministério da Saúde. Deve ser montado um programa de combate ao vício que atue em duas frentes. Campanhas midiáticas devem ser transmitidas em rede nacional e em anúncios do Youtube, alertando sobre os perigos dos vícios mais recorrentes no Brasil, sendo voltadas também aos familiares, orientando acerca dos primeiros sinais demonstrados pela possível vítima, bem como as medidas cabíveis nesse caso. Ademais, devem ser fornecidos tratamentos em centros de reabilitação gratuitamente, que podem ser solicitados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) após avaliação profissional. Desse modo, busca-se, simultaneamente, evitar a disseminação dos vícios em possíveis afetados, e a recuperação daqueles já acometidos.
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