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Tema: O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Desde a Antiguidade, em 428 antes de Cristo, já observamos a depressão de jovens presente na sociedade, sobretudo, por intermédio das tragédias gregas apresentadas no Coliseu, para realizarem uma reflexão sobre a vida humana. Com o passar do tempo, o aumento dos índices dessas doenças mental causou várias repercussões na história, a exemplo do grande número de suicídios, provocado pela dura realidade da Idade Média, no século X, e das Grandes Guerras Mundiais, no século XX. Não obstante, por que apesar da depressão de jovens apresentar raízes históricas, ainda é tão difícil combatê-la?
Consoante à aludida cosmovisão de Rousseau, nossas ações e pensamentos são determinados pelo meio de produção em que vivemos - assim, podendo influenciar a depressão. A família, assim como a escola, são as primeiras instituições socializadoras e, por isso, são grandes responsáveis por conduzir o desenvolvimento de vínculos que garantem a sobrevivência física, social e afetiva. Todavia, com a desestruturação dos núcleos familiares e ações de "bullying" cada vez mais frequentes no âmbito escolar, o jovem sente-se culpado, tendendo a desenvolver a depressão e até mesmo o suicídio, como demonstrado na tragédia grega Hipólito. Nesse ímpeto, salientamos que o avanço do capitalismo também contribue para o desenvolvimento de transtornos psicológicos, uma vez que, com o seu objetivo de lucro obsessivo pela exploração da classe trabalhista, "a modernidade líquida" (tão defendida por Zygmunt Bauman) é ainda mais presente nas casas brasileiras - nas quais os pais tendem a ficar mais tempo nos locais de trabalho do que em casa, fragilizando ainda mais as relações com os seus filhos, ou seja, estreitando as relações interpessoais.
Segundo a Psicologia do Desenvolvimento, o jovem é influenciado pelas opiniões alheias e, nesta tentativa de encaixar-se, passa a agir de forma inconstante. Ademais, é na fase da adolescência que a necessidade da construção da identidade é mais acentuada, fazendo com que o jovem busque adentrar em tribos sociais para autoconhecer-se, seja em grupos de valorização da vida, seja em grupos de desvalorização (como os agrupamentos proporcionados, por exemplo, pela Seita Tempo dos Povos, sobre as ruínas do pós - guerra mundial e pelo Jogo "Baleia Azul", que utilizou do meio virtual para influenciar a depressão e suicídios de jovens no início de 2017). Outrossim, vale ressaltarmos que as religiões -principalmente, a Católica Apostólica Romana - têm demasiada influência quanto à autoagressão do indivíduo, porque ignoram e estereotipam os transtornos psíquicos, acarretando assim o grande número de depressões, primordialmente, na Idade Média.
Portanto, diante dos argumentos supracitados, é nítida a urgência de enfrentar o referido dilema. Desse modo, é mister que as ONGs sociais, como o Centro de Valorização da Vida, estendam suas áreas de atuação de forma atendente no Brasil, por intermédio de uma união firmada com grandes coligações nacionais, que atuem no combate à depressão, com o propósito de edificar centros de auxílio que promovam o acolhimento de entes suscetíveis aos transtornos psíquicos, em todas as regiões brasileiras. Inclusive, é imprescindível que o Ministério da Saúde, juntamente com as Secretarias de Saúde dos municípios, desenvolva mais projetos de prevenção à depressão, através do aumento do número de assistentes sociais e espaços de diálogos com psicólogos, a fim de detectar e tratar os transtornos psíquicos da população, haja vista, a depressão ser uma das causas para o elevado índice de suicídios no Brasil.
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