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Em meados do século XX, a base doutrinária estabelecida pelo poeta e dramaturgo alemão Bertolt Brecht afirmava que " Nenhum problema nos deve parecer natural, nem impossível de ser mudado". Nesse sentido, a questão dos crimes no Brasil, perpassando pelo cometidos virtualmente, urge por mudanças significativas. Sob essa perspectiva, infere-se que a má gestão estatal e apatia e compactuação da sociedade são, indubitavelmente, canalizadores desse paradigma.
Em um primeiro plano,sob a ótica sociopolítica, os crimes cibernéticos encontra no ineficaz gerenciamento do Estado em assegurar a lei prevista na constituição um importante alicerce para que se manifeste e se desenvolva. Essa relação se fundamenta na profunda precarização do Poder público , a qual, por sua burocracia e secundarização dessa pauta, arquiteta uma sensação de impunidade e permissividade em sujeitos reprodutores desses crimes, agravando esse panorama. Simon Schewartzman, nessa lógica, em seu livro "Base para o Autoritarismo Brasileiro", reflete, a partir do conceito Weberiano de "Patrimonialismo", que, no país, os interesses normativos do Estado frequentemente existem para satisfazer as demandas dos grupos de Poder, não para superar problemas inerentes na sociedade, tais como os crimes da rede. Desse modo, fica notório que uma melhoria na administração da esfera pública é fundamental para que os direitos previstas pelo Artigo 5º da constituição sejam assegurados e, consequentemente, o convívio ético e harmônico na internet seja restabelecido.
Ademais, em uma segunda análise, a dificuldade de superar os crimes cometidos na internet é fomentado pela compactuação e a inação da população diante desse cenário. A gênese desse fato decorre de uma sociedade que se cala diante de problemas, haja vista que foi culturalmente doutrinada, desde a Ditadura militar - na qual a liberdade de expressão foi proibida- a acharem que manter-se inerte é melhor para si do que mobilizar-se para pressionar o governo por mudanças. Essa conjuntura relaciona-se com a premissa defendida por Félix Guattari, em sua obra "Mil Platôs", de que ,na contemporaneidade,forma-se corpos dóceis e apáticos, o que corrobora com o uso da internet como ferramenta para infligir e desrespeitar pessoas. Dessa maneira, a sociedade não se manifesta a favor de melhorias nas relações interpessoais, o que acaba normalizando e neglicenciando os crimes virtuais.
Torna-se evidente ,portanto, que a apatia da sociedade e a precarização do Poder Público constroem e auxiliam persistência dos crimes cibernéticos.Ao objetificar a imprescindibilidade da superação desse panorama, o Poder Judiciário deve aprimorar as leis já existente, tornando-às mais punitiva e menos burocráticas, além de criar centrais de denúncias que vissem ajudar na fiscalização desses crimes, a fim de desconstruir essa sensação de impunidade e permissividade em sujeitos que reproduzem e ajudam na permanência desse cenário . Outrossim, as instâncias legislativas devem repassar verbas às esferas de ensino, para que essas ministrem debates e campanhas educacionais, para os alunos, a fim de que eles desenvolvam senso crítico e se motivem a lutar contra as problemáticas presentes na realidade brasileira, melhorando ,assim, a cultura de apática que foi doutrinada na sociedade. Consequentemente, com o alcance e eficiência dessas ações, a mudança proposta por Bertolt Brecht poderá ser uma realidade.
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