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Em 2017, a repercussão da série "Os 13 porquês" evidenciou a necessidade do diálogo sobre ansiedade e depressão, pois o trama é sobre o suicídio de Hanna, protagonista adolescente que sofria desses transtornos, em que explicava o motivo de tal ato através de 13 fitas cassete. De forma análoga, no Brasil, existe um grande tabu ao discutir sobre a problemática devido a sociedade relacionar a coisas ínfimas e não trata-la como um problema grave gerando uma mistificação. Assim, a imagem formada na fase da adolescência e a pressão exercida sob as mulheres, parcela mais afetada, podem ser causas que geram ou aumentam a gravidade da situação.
Segundo o jornal O Globo, cerca de 12% dos jovens de 12 a 18 anos sofrem de depressão e 77% dos adultos, com essa doença, tinham histórico de sintomas também na infância ou adolescência. Nesse contexto, criou-se uma imagem da juventude, por essa fase de mudanças complexas no físico e na mentalidade do indivíduo, na qual normalizou o isolamento social, perda de peso repentina, irritabilidade e melancolia como algo momentâneo. Sob esse viés, o preconceito em relação da fase da adolescência estabelece uma dificuldade na identificação dos transtornos.
Em outra perspectiva, a ansiedade e a depressão afetam mais as mulheres que os homens. Conforme a OMS, elas apresentam aproximadamente 3 vezes mais casos que os homens. Dessa forma, a pressão dos padrões de beleza, as regras religiosas e a cultura do país são alguns fatores sufocantes, que podem causar frustração e efeitos negativos a longo prazo.
Portanto, o diálogo sobre ansiedade e depressão no Brasil surge com o fardo de fatos corriqueiros ignorados e o pré-julgamento da doença. A fim de que desmistifiquem e quebrem esse tabu é preciso que o Ministério da Saúde realize campanhas através de mídias sociais, monstrando sinais mais comuns dos transtornos em jovens. Com isso, as pessoas próximas possam identificar e para que recebam o diagnostico e o tratamento adequados, além de serem incentivados a procurar ajuda.
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