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Na década de 80, no Brasil, o cantor e compositor Renato Russo lançou seu clássico, cujo título é repetido até os dias atuais para indagar a realidade do Brasil: '' Que país é esse?''. Sobretudo, ao analisar a questão da reforma agrária, nota-se que essa indagação ainda se faz presente, uma vez que, milhares de trabalhadores rurais precisam, usualmente, conviver com a fome e a pobreza propiciados pelo desinteresse do governo para com essa causa.
A priori, faz-se pertinente ressaltar que durante o Período Colonial do Brasil a área rural foi marcada por discrepâncias na divisão de terras em função das capitanias hereditárias. Da mesma forma, hodiernamente o homem do campo revive a realidade dos camponeses dos séculos XVI a XIX, pois precisam competir injustamente com o agronegócio, o qual é, geralmente, subsidiado pelo governo e muito mais moderno que a agricultura familiar. Por conseguinte, a fome e a pobreza é parte da vida de milhares de pessoas que vivem no campo e lutam para que a reforma agrária seja efetivada com justiça e igualdade.
Outrossim, é importante sinalizar que o descaso do Estado, no que tange a realização da reforma agrária, tem perpetuado esse revés. Isto porque à muito tempo a população brasileira luta pelo acesso democrático às grandes propriedades rurais como, por exemplo, ocorreu na Guerra do Contestado, de 1912 a 1916, na qual foi reivindicado mais igualdade no campo, mas que resultou na morte de milhares de camponeses. Assim, a indiferença dos governantes- os quais por meio do Estatuto da Terra podem garantir, de modo similar, terras as brasileiros e remediar os conflitos no campo- tem permitido que crianças e adultos morram nos campos em lutas armadas e de fome em pleno século XXI.
Portanto, medidas exequíveis são necessárias para resolver a problemática. Para tanto, os Entes Federados deverão traçar metas, as quais objetivem que em um período de 5 anos todas as propriedades rurais sejam assentadas, visando com isso, o fim dos latifúndios e o aumento de terras disponíveis para os indivíduos de baixa renda. Ademais, é vital que a União subsidie os pequenos agricultores, para que, desta forma, eles possam ter meios para disputar com o agronegócio e não convivam mais com a fome. À vista disso, chegar-se-á a um Brasil mais coeso e harmônico.
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