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Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
O Apóstolo Paulo foi um dos personagens mais marcantes na história da igreja primitiva. Antes de sua conversão ao cristianismo, ainda como Saulo, ele se dedicava a perseguir e matar os cristãos. Vê-se então que, além de não ser uma questão da atualidade, a intolerância religiosa, não se trata de uma particularidade do nosso país. Por certo, o conceito sobre religião tem moldado intimamente o caráter das pessoas por todo o mundo - inclusive forma latente no Brasil - e, por isso, se faz necessário ser discutido.
Em primeiro lugar, convém ressaltar que, segundo o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Paralelo a isso, sabemos que a preferência por determinada religião se dá, em muitos casos, a partir da criação e do aspecto cultural pelos quais o indivíduo está inserido. Os pais, em sua maioria, transferem para os seus filhos os valores baseados em sua própria crença. Entretanto, um problema se estabelece quando isso ocorre de maneira absolutista e fanática. Ao enxergar os valores recebidos como verdade absoluta, o indivíduo passa a ter uma visão limitada e, assim, fica impossibilitado de construir uma relação de respeito com pessoas de outras religiões.
Ainda nessa perspectiva, cabe lembrar que o Iluminismo, movimento que inspirou a Revolução Francesa, foi marcado pelo ideal da substituição das crenças religiosas e do misticismo pela razão. Além disso, um dos pensadores iluministas, conhecido como Voltaire, acreditava que a liberdade de expressão não era justificativa para a existência da intolerância religiosa. Todavia, a realidade encontrada no Brasil, que inclusive é um país laico, se contrapõe a esse pensamento iluminista. A falta de humanidade e o desrespeito têm levado pessoas a vandalizar e destruir casas espirituais e candomblés0000 pelo simples fato de serem contra a religião Umbandista.
Torna-se evidente, portanto, que são necessárias medidas que visem à erradicação do problema desde a sua raiz, onde a família terá um papel essencial nesse percurso do combate à intolerância religiosa. Ademais, convém ao Ministério da educação incluir na grade curricular das escolas públicas e particulares, indispensavelmente, uma matéria com conteúdo voltado para Ética e Religião, de modo a educar e enriquecer o conhecimento dos alunos. Assim, validaremos o lema estabelecido na Revolução francesa, a partir do Iluminismo: igualdade, liberdade e fraternidade.
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