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As consequências do bullying entre jovens e adolescentes no Brasil

A série "13 Reasons Why", uma produção da Netflix, teve uma grande repercussão ao relatar alguns problemas enfrentados pela personagem Hannah. Dentre eles, o bullying se mostra como um fator relevante que, na trama, acarretou um trágico fim à vida da jovem. Fora da ficção, entretanto, não tem sido diferente, pois, ao ser naturalizado, e até negligenciado, o bullying tem afetado a plenitude social e psicológica dos jovens e adolescentes.
Para começar a entender este quadro, deve-se analisar que a naturalização da prática do bullying sustenta-se na ideia de que, o indivíduo, ao sofrer tal perseguição, está sendo preparado para a vida adulta. No entanto, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), prevê em seu artigo 5º que a criança e o adolescente devem ser protegidos de quaisquer formas de violência. Neste contexto, há de considerar que, a intimidação sistemática, segundo a lei 13.185/2015, classifica-se de forma verbal, social, moral, física, psicológica e, ainda, virtual. Essa última, inclusive, é conhecida ? ou não ? como cyberbullying, que se trata de um fator que intensifica o problema. Nesse caso, o agressor não precisa se quer estar frente a frente com a vítima, basta apenas que ele use uma rede social para cometer a agressão.
Além desses fatores, tem grande valia lembrarmos que, segundo Albert Eistein, a paz é única forma de nos sentirmos realmente humanos. Todavia, não há dúvidas de que ao sofrer bullying, o indivíduo contrai traumas que, na maioria deles, podem resultar em alterações no comportamento. Exemplo disso foi a tragédia ocorrida no ano de 2017, numa escola em Goiânia, onde um menino de 14 anos assassinou 2 colegas e deixou outros 4 feridos usando uma arma de fogo0000 situação esta, resultante da perseguição e intimidação sistemática sofridas por este adolescente.
Fica claro, portanto, que a questão do bullying precisa de uma exposição mais evidente e eficaz. Por este motivo, convém aos veículos midiáticos promoverem campanhas informativas de combate ao bullying. Além disso, o Ministério da Educação e suas secretarias devem desenvolver nas escolas um projeto de orientação e assistência psicológica às vítimas da intimidação sistemática e, também, aos agressores. Certamente, esta atuação, atingirá o propósito de propagar a compreensão a respeito da lei antibullying, as diversas formas que o bullying ocorre e, ainda, o conhecimento sobre os programas já existentes para hostiliza-lo. Afinal, só se pode erradicar um problema iluminando todas as suas vertentes.
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