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Tema: O jovem diante da escolha profissional: incertezas e desafios
Na sociedade grega, o trabalho era considerado uma ocupação para classes inferiores, tendo a política o status de atividade digna do cidadão ateniense. Hoje, a sociedade como capitalista que é, valoriza o trabalho como dignificante, o que torna a escolha profissional dos jovens algo determinante para a progressão social. Esse momento que para muitos representa angústia, deixa de ser um desafio não só individual, para representar algo mais amplo na comunidade, evidenciando falhas familiares e governamentais.
Em primeira análise, convém elucidar as perspectivas de um jovem ao iniciar a vida laboral. À titulo de ilustração, cita-se a obra O Ateneu, de Raul Pompéia, que retrata uma escola de mesmo nome, a qual era intransigente e rígida quanto aos padrões comportamentais. Não só na obra de 1888, ainda muitos jovens são expostos à rotinas escusas nas quais são passadas um tipo de conhecimento lógico matemático sem um atrativo e amontoa-se tanto conhecimento quanto for necessário. Soma-se às expectativas que os pais, muitas vezes, externam nos filhos como forma concretizar algo não tiveram quando mais novos e decretam, mesmo que implicitamente, o destino no que tange ao curso de escolha. Não raro, a opinião do principal interessado fica em segundo plano.
Ademais, é importante notar que a competitividade da mão de obra tupiniquim é desvantajosa em relação às outras nações. Durante o século XX, tornou-se comum designar o Brasil como "país do futuro". Essa alcunha parece perder significado ao longo das décadas, já que sempre houve a priorização de um mercado com característica agroexportadora, em detrimento do incentivo às pesquisas e à industria de manufaturados, naturalmente, mais vantajosos sob um viés econômico. À ilustração do tema, cita-se uma pesquisa realizada pelo Banco Mundial que mostra que 52% dos jovens brasileiros correm risco de ficar fora do circuito de bons empregos e, consequentemente, mais perto da pobreza.
Fica evidente, portanto, a urgência numa mudança de atuação afim de melhorar o panorama do principiante trabalhador. Dessa forma, é importante que a família, num diálogo permanente com os filhos e com a ajuda do corpo docente da escola, aconselhe aos jovens sem, no entanto, retirar sua autonomia na escola profissional. Paralelamente, a escola deve fornecer, independentemente se for pública ou privada, uma boa perspectiva no que tange à escola laboral por meio de uma formação digna que amplie o leque de opções a trilhar no mercado. Por fim, é essencial que o Estado, a curto prazo, destine investimentos em pesquisas cientificas nas universidade bem como construa centros de tecnologia como forma de qualificar a força laboral e insira, dessa maneira, o país numa agenda internacional de reconhecimento qualidade da mão de obra formadora. Desse modo, é possível que o país seja realmente o futuro.
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