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Durante o século XX, com a queda do socialismo soviético e ascensão do capitalismo como modelo econômico, alterações nas formas de consumo foram difundidas pelo globo. O desenvolvimento tecnológico e a globalização, por intermédio do intercâmbio de mercadorias, possibilitaram a expansão das relações dos indivíduos com a aquisição de produtos, as quais, hoje, alertam para um problemática preocupante, o consumismo.
A sociedade capitalista estruturou-se a partir do ideário de obtenção de lucro como objetivo principal0000 destarte, ampliar o acúmulo de capitais virou sinônimo de estímulo ao consumo exagerado dos mais diversos produtos. No Livro "O Poder do Hábito", de Charles Duhigg, essa tática de fomentar o crescimento de uma sociedade é descrita mediante exemplos que demonstram como as empresas criam, no imaginário popular, necessidades ilusórias referentes a um produto. Com o auxílio de uma massiva propaganda publicitária, é despertado no consumidor o sentimento de vazio causado pela ausência de um produto, fazendo com que o consumo seja a única alternativa capaz de gerar realização momentânea, posteriormente transformada em um hábito nocivo: a aquisição excessiva de mercadorias.
Embora os impactos financeiros na vida de indivíduos que perdem o controle sobre seus gastos seja um dos grandes efeitos negativos do consumismo para a sociedade, cabe salientar que esse cenário de consumo demasiado têm consequências que se expandem também para outras áreas. A criação de um imaginário que associa felicidade a aquisição de mercadorias, a segregação baseada no poder de compra - gerando exclusão e discriminação, e inclusive, o desenvolvimento de doenças como, por exemplo, a oneomania, são outros problemas que podem exemplificar o quanto o consumo desmedido tem interferido na vida individual e coletiva da nação.
Entende-se, portanto, que medidas pontuais são necessárias para a resolução desse impasse. Á vista disso, a fim de minorar o problema, cabe ao Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação, inserir no currículo escolar a disciplina de Educação Financeira. Visando o desenvolvimento da consciência financeira nos jovens, deve-se promover palestras sobre o consumismo e seus efeitos negativos, criar jogos e brincadeiras que estimulem etapas de uma gestão financeira, além de projetos que integrem toda a comunidade escolar e promovam, por conseguinte, o desenvolvimento de consumidores mais conscientes e menos reféns da manipulação empresarial e midiática, interessadas somente na obtenção de lucro.


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