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Tema: A questão de reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

No início do século XX, o Rio de Janeiro sofria com a falta de um sistema eficiente de saneamento básico, que desencadeou epidemias, entre elas, febre amarela, varíola e a peste bubônica. Assim, o então presidente Rodrigues Alves, decidiu iniciar um processo de reurbanização da cidade, designando o médico Oswaldo Cruz ao cargo de chefe da Saúde Pública. Logo, Oswaldo Cruz, com o objetivo de eliminar as doenças, iniciou a campanha de vacinação obrigatória, visando o bem da população, porém, devido a falta de informação e do medo ao novo, as famílias se recusaram a tomar a vacina, e nesses casos, eram obrigadas tomar a força, gerando revoltas populares. Desse modo, observa-se que tal pensamento reflete na sociedade atual, o "estranhamento" à vacina gerou o Movimento Antivacina, que ao contrário da Revolução da Vacina, começou devido ao excesso de informações, na maioria das vezes, sem embasamento.
Assim, provavelmente Brás Cubas estaria indignado com a situação, pois a vacina, que seria o "emplastro anti-hipocondríaco", estava sendo negada pela população, mas talvez, Cubas também negaria o seu proclamado emplastro, pois poderia ser uma vítima da falta de informação. Logo, o filósofo Platão também não ficaria de fora, pois a situação pode ser comparada à "Alegoria da Caverna", na qual as pessoas que viviam na sombra, não possuíam conhecimento da luz, logo, o medo, negando ajuda de alguém que libertara-se das correntes da falta de conhecimento. Desse modo, tais analogias influem na sociedade atual, porém, com o detalhe de que tais ocorrências acontecem devido ao excesso e não à falta.
Dessa maneira, principalmente pelas fake news, surge o Movimento Antivacina, o qual pais não vacinam seus filhos, alegando que possuem medo das reações e que as empresas farmacêuticas só visam o lucro das vacinas. Porém, essas crianças possuem o direito e devem tomar a vacina, pois está assegurado no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei número 8069/90, portanto, os pais dessas crianças agem de forma ilegal. Dessa maneira, esse movimento causou o reaparecimento de doenças dadas como erradicadas ou controladas, tendo como exemplo, o dado divulgado do Ministério da Saúde, em uma pesquisa recente, de que apenas 76,7% do público-alvo tomou a segunda dose da tríplice viral.
Em suma, é evidente a necessidade de mudanças urgentes para com a situação. Cabe ao Ministério da Saúde aumentar o horário de atendimento dos postinhos de vacinação, garantindo que a população possua condições para o atendimento, do mesmo modo, é necessário a divulgação de entrevistas oficiais, visando o esclarecimento de mitos. Sendo assim, a mídia possui o papel de dar apoio ao Ministério e à Organização Mundial da Saúde, divulgando campanhas e postos próximos, conscientizando a sociedade das consequências prejudiciais a uma pessoa caso não se imunize. Do mesmo modo, a escola possui um papel fundamental, ela poderia promover palestras e reuniões com os pais e alunos, com representação da área da saúde, esclarecendo dúvidas, e também, propor palestras organizadas por alunos, que expliquem a importância da vacina aos seus colegas e responsáveis. Assim, conclui-se que a educação e conhecimento são alvos importantes para conscientizar uma população, sendo capaz de evitar o reaparecimento de doenças já controladas ou erradicadas, pois como diria George Santayana: "Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo."
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