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O Romantismo brasileiro, mais precisamente na primeira fase, elegeu a figura do índio como representante da cultura nacional, dando destaque nas obras como ser idealizado. Hoje, porém, os primeiros habitantes do país enfrentam dificuldades no que tange à manutenção de suas tradições, como aculturação, desrespeito aos costumes, e invasão de terras. Dessa forma, vê-se como necessária atuação conjunto tanto da esfera individual como governamental na tentativa de resolução desse impasse.
Em primeira análise, convém elucidar as raízes históricas para a problemática em questão. Nessa linha de pensamento, em 1500, quando os portugueses aqui chegaram, justificados pelo "fardo do homem branco de civilizar os autóctones", iniciaram um processo de sobreposição cultural, ao mesmo tempo em que desconsideraram a soberania de cada povo sobre si. Por conseguinte, ainda é comum encontrar indivíduos que não levam em consideração a contribuição que os aborígenes tiveram como a cultura, culinária, vocabulário e folclore brasileiros, tendo ainda impregnado o pensamento do colonizador no qual os costumes dos nativos devem ser sobrepujados.
Ademais, é importante observar a insatisfatória atuação do Estado que influencia a percepção sobre essa população. Desse modo, a Constituição de 1988 foi inovadora na medida em que reconheceu direitos dos aborígenes sobre a terra e, enquanto sociedade agropastoril, esse reconhecimento é essencial. No entanto, percebe-se que essa demarcação não é tão eficaz e clara quanto necessária, o que abre espaço para conflitos com posseiros e latifundiários. Um exemplo disso foram as mortes derivadas do confronto da tribo Guarani-Kaiowa (2015), no Mato Grosso, em repetidos empates com fazendeiros. Além da diferença bélica, a representação política não é menos desigual, já que muitos políticos da chamada bancada ruralista atuam em consonância com interesses capitalistas.
Fica evidente, portanto, a urgência de garantir prerrogativas institucionais aos indígenas, como garantido pela Carta de 1988. Então, é fundamental que o governo federal destine verbas para contratação de contingente policial com o intuito de proteger fronteiras nas reservas, bem como puna com multas e, em caso de reincidência, prisão quem cometer esse tipo de delito. Por sua vez, a mídia pode realizar amplas interferências do horário televisivo que propaguem o respeito, levando, por exemplo, repórteres para visitarem aldeias e, dessa forma, criando uma noção de empatia na população. Por fim, as escolas devem realizar vastas discussões entre professores e alunos, pautadas na História do Brasil, que despertem uma consciência da contribuição desse povo nas mais diversas áreas. Com essas atuações é possível uma mudança de panorama.
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