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No Brasil contemporâneo, apesar dos direitos civis conquistados pelos homossexuais, a cultura preconceituosa ainda faz-se intrinsicamente presente, através de discursos que impedem esse grupo de realizar a doações de sangue. Nesse sentido, convém a análise desses argumentos que mascaram o preconceito no âmbito social.
A priori, o impasse de repreensão social sofrido pelos não heterossexuais quando se disponibilizam para realizar a doação de sangue, representa uma postura homofóbica completamente amoral. Isso acontece, pois, vigora o pensamento- desde os anos 80- de que o HIV é uma doença diretamente associada aos gays. Porém, cabe destacar que o vírus não se trata de um fator de orientação sexual, mas sim da educação sexual. Diante disso fica evidente a necessidade de combater esse errôneo pensamento imoral que representa o mal da pós- modernidade segundo o sociólogo Zygmunt Baumam.
Ademais, além da massificação associativa do HIV aos não heteronormativos, outro desafio na realização da doação é a falta de profissionalismo nos hemocentros. Há a prática de perguntar discreta ou indiscretamente se a pessoa se relaciona com pessoas de mesmo sexo, e caso seja, maior parte das vezes é impedido de completar o procedimento de doação ? mesmo não havendo a contaminação-, por justamente haver a sobreposição da falta de moral em detrimento do bem comum. Em vista disso, é ratificada mais uma vez a tese Bauniana da priorização da atitude discriminatória.
Infere-se, portanto, que o impasse sofrido pelos homossexuais quando se disponibiliza a doar sangue é um mal no tecido social. Diante disso, a fim de atenuar o preconceito vigente, o MEC como avante pode, em parceria com o Terceiro Setor Nacional, distribuir nos shoppings e em praças locais das grandes cidades, cartilhas- elaboradas por médicos- que explique a não predeterminação do HIV aos homossexuais e que é contraído caso haja o descuido nas relações sexuais, independente da sua orientação sexual. Ainda nesse plano, deverá ser feita uma edição especial dessa cartilha, direcionada às enfermeiras atuantes nos hemocentros, e serão adicionadas as perguntas constrangedoras que não se deve fazer na entrevista antes da doação.
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