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PRECONCEITOS ENFRENTADOS PELOS HOMOSSEXUAIS NA DOAÇÃO DE SANGUE

De acordo com o Ministério da Saúde, apenas 1,7% da população brasileira doa sangue. Embora esse número esteja dentro dos parâmetros indicados pela Organização Mundial da Saúde - OMS, o número de doares seria maior se não houvesse obstáculos desnecessários para doação de homens homossexuais. Nesse sentido, deve-se analisar como preconceito intrínseco na sociedade e a legislação brasileira influenciam na problemática.

Em primeira instancia, deve-se analisar o preconceito da sociedade como uma das causas do problema. Isso acontece, porque a sociedade ainda carrega todo preconceito de que somente os homossexuais podem ser diagnosticados com uma doença sexualmente transmissível. Como consequência disso, segundo a ONG Wasted-Blood - sangue desperdiçado, o Brasil perde de recolher aproximadamente 50 mil litros de sangue, que poderia ser usado para salvar vidas.

Além disso, a própria legislação contribui para esse impecilho. Isso porque a portaria 2712 do Ministério da Saúde em seu artigo 4, diz que homem homossexual só poderá doar sangue se tiver em abstinência de sexo há 12 meses, requisito que não é necessário para um homem heterossexual. Desse modo, percebe-se que a lei é preconceituosa, uma vez que gays que se protejam e não tenham DST's não possuem chances de contaminar alguém.

Torna-se evidente, portando, que a questão da doação de sangue pelos homossexuais precisa ser analisada. O filósofo Henry Thoreou diz nunca é tarde para abrirmos mãos dos nossos preconceitos, com isso, o Ministério da Saúde deve fazer uma reformulação no seu artigo 4, de modo que aconteça a retirada dos homossexuais do grupo de risco e que com isso, eles possam doar de forma mais facilitada. Desse modo, o Brasil se tornará um país mais justo e igualitário.
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