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tema: O tratamento de dependentes químicos em debate no Brasil
Segundo o filosofo grego Epícuro, os prazeres deveriam ser apreciados com parcimônia, já que estes são péssimos guiadores da vontade humana. Percebe-se a constatação dessa premissa ao observar a situação dos dependentes químicos que, movidos pelo vício, podem cometer delitos, prostituir-se a fim de saciar a vontade. No Brasil, essa situação tomou proporções que superam a esfera individual e passam a ser um grave problema de saúde púbica. Dessa forma, é necessária a discussão e atuação conjunta de setores da sociedade para mitigar essa problemática.
Em primeira análise, tanto a propagação indiscriminada do crime organizado como letargia de instituições sociais são responsáveis pela proporção negativas que os narcóticos alcançaram no tecido social. Desse modo, é coerente afirmar que o consumo de drogas, iniciado principalmente na juventude, ocorre em todas as classes sociais nos mais diversos motivos como curiosidade, afirmação no grupo, rebeldia ou fragilidade emocional. A família, instituição primeira que deveria atuar contra essas influencias, na maioria das vezes, encontra-se desestruturada, distante ou simplesmente negligente com a instrução dos jovens. Essa situação representa um ciclo vicioso que sustenta traficantes, políticos e policiais corruptos.
Com efeito, convém elucidar a insatisfatória atuação do Estado com viés punitivo. Em 2006, alterou-se a política antidrogas e com isso o porte de uma determinada quantidade de entorpecente separaria o traficante do usuário. A partir daquele momento, começou a prender pequenos receptadores de modo intensivo. Hoje, uma pesquisa do portal G1 mostra que um em cada três presos estão lá por envolvimento com crimes relacionados às drogas. Esse modo de tratamento é ineficaz devido aos detidos serem, na maior parte, pobres, mulheres e, por isso, facilmente substituídos na sua incumbência de transporte. Ao invés de focar no tratamento dos dependentes ou desestruturar as redes de tráfico, prende-se o tanto quanto for necessário, o que, evidentemente, só afeta o sistema carcerário.
Fica evidente, portanto, que a sociedade como um todo deve alterar seu modo de atuação em relação aos dependentes. Dessa forma, é fundamental que instituições formadoras de opinião (escolas e universidades) promovam uma vasta discussão por meio de palestras que elenquem os inúmeros malefícios desse ato aos jovens, na medida em que isso tende os desencorajar no ingresso no mundo dos entorpecentes. Paralelamente, a mídia deve atuar elaborando propagandas que mostrem situações degradantes a que são expostas os usuários para que todos tenham a real dimensão que o primeiro consumo pode gerar consequências devastadoras. Por fim, a gestão pública, em todas as esferas, além de combater o tráfico de modo contundente e integrado, deve adotar políticas voltadas à prevenção, por meio do incentivo à práticas esportivas em comunidades menos favorecidas economicamente. Com essas medidas, é possível a resolução desse impasse.
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