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Tema: O preconceito linguístico e seus efeitos em discussão no Brasil
Consoante ao poeta Cazuza, "eu vejo o futuro repetir o passado", o preconceito linguístico não é um problema atual. Desde a forte industrialização brasileira em 1950, quando houve muita migração para o sudeste e centro-oeste, muitos grupos como os nordestinos sofreram discriminação por não falar em como manda a gramática. Desse mesmo modo, na contemporaneidade, o problema persiste geralente por falta de uma educação efetiva.
Como primeira constatação, sabe-se que nas escolas brasileiras a língua ensinada é a padrão, formal, o que não deve acontecer visto que no dia a dia as pessoas convivem em uma realidade diferente. A língua é influenciada pelas condições sociais, culturais, regionais e históricas de seus falantes. Essas condições a influenciam a se arranjar quando necessário, garantindo, assim, que ela cumpra sua função primordial: a comunicação. Entretanto, não deve-se desconsiderar a gramática normativa e suas regras, já que ela serve como base para o sustento do idioma, mas sim admitir que todas as variações são inerentes às língua.
Ademais, segundo o escritor Maurizio Gnerre, há uma hierarquização dos atos linguísticos. Uma vez que, nem todos os indivíduos têm o mesmo nível de conhecimento a respeito, os grupos com maior domínio acabam recebendo um maior prestígio social e determinando assim a variedade considerada "culta" ou "padrão". Como consequência, nasce a intolerância, que pode levar ao bullying, podendo causar problemas psicológicos como a dificuldade de socialização (fobia social), timidez, além da segregação social.
Destarte, faz-se necessário que medidas sejam tomadas para amenizar ou até mesmo solucionar tal problema. O Ministério da Educação (MEC) em parceria com o Ministério da Cultura (MC) devem fazer projetos inclusivos que valorizem a pluralidade de sotaques no Brasil, por meio de palestras de propagandas midiáticas, apresentando a diversidade cultural e social existente, a fim de inibir o impacto da discriminação de grupos, como os nordestinos. Somado a isso, as escolas devem ensinar não só as regras gramaticais mas também a valorização dos sotaques e expressões existentes, pois parafraseando o membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), João Ribeiro, falar diferente não é falar errado.
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