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A sociedade brasileira e o desejo de dominação sexual sobre o vulnerável
Na obra literária "Casa grande e senzala" - publicada em 1933 - Gilberto Freyre destaca: "Não há escravidão sem depravação sexual, ambas são do mesmo regime". Com base na formação histórica brasileira é possível inferir que preceitos do passado escravocrata atuam sobre os casos de violência sexual envolvendo crianças e adolescentes nos dias atuais.
Em primeiro plano, o processo de escravidão favorece a dominação sexual. Dessa forma, durante os anos de colonização, eram bastante comuns os atos sexuais em que meninas jovens eram submetidas - de modo involuntário - às vontades sexuais do indivíduo masculino já adulto, sobretudo, as meninas pobres e negras. Isso ocorria em função da posição social ocupada pelas vítimas dentro do tecido social, que por sua vez, apresentava um caráter racista e patriarcal que permanece implícito, entretanto, presente, quando observamos o grande número de meninas pobres e negras que servem de uso à exploração sexual em locais de baixo índice de desenvolvimento humano.
Em segundo lugar, a pureza sexual era algo a ser corrompido no Brasil. As meninas jovens, deveriam se casar o mais rápido possível, para que os maridos tivessem o direito de gozar da virgindade oferecida pelas mesmas. Essa atitude reflete a situação vulnerável na qual se encontra, ainda hoje, a alteridade sexual daqueles que são considerados sexualmente puros. Tal afirmação se exemplifica na ocorrência de vazamentos de fotos íntimas adolescentes, dentro das redes sociais, que parecem despertar o apetite sexual de indivíduos cujas identidades pessoais estão omitidas.
Fica evidente, portanto, que a exploração sexual infantojuvenil deve ser combatida. Cabe ao Ministério da Cultura (MinC) e o ao Ministério da Educação (MEC) desenvolver campanhas publicitárias de ações educativas em rádios, TVs e jornais que estimulem o debate à respeito da sexualização de crianças e adolescentes, como forma de garantir a coletividade do corpo social. Assim, a sociedade brasileira deve se manter atenta e inexorável contra os casos de exploração sexual e não obstante, ultrapassar antigos paradigmas como o racismo e o patriarcalismo.
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