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Em 2006, foi sancionada a Lei de Drogas, cujo principal objetivo era desenvolver ações públicas contra o uso e o tráfico de substâncias Ilícitas. Entretanto, os efeitos desse aparelho jurídico foram, no geral, negativos, com um aumento crescente de vítimas e usuários, além da saturação da ''guerra às drogas'' no país. Nesse aspecto, a questão política aliada à omissão do assunto agrava essa situação.
Em primeira análise, a sociedade, ao adotar um modelo governamental baseado na repressão tanto a usuários como aos traficantes, simplificou a conjuntura em uma dicotomia, na qual os desfrutadores são considerados inimigos públicos. Isso ocorre por conta de dogmas que ignoram a utilização de várias dessas substâncias para fins medicinais, como também o caráter social envolvido já que, principalmente, os cidadãos com poucas condições econômicas são afetados pelos conflitos, que ocorrem em áreas com baixo desenvolvimento. A evidência da pouca funcionalidade dessas práticas é que, segundo o relatório da Anistia Internacional, a polícia brasileira é a que mais mata e a que mais morre nesses confrontos juntamente com o crescente número da população carcerária.
Além disso, os utilizadores são praticamente invisíveis para à sociedade. Isso porque são relacionados a um darwinismo social, teoria defensora da existência de superioridade de determinados grupos em detrimento de outros, que os colocam em uma hierarquia civilizatória e biológica em decorrência de sua condição. Casos como a da comunidade da ''Cracolândia'' no Rio de Janeiro, em que o Estado negligenciou o cenário da coletividade, resultando em cidadãos sem condições dignas de viver e que precisam de ajuda para tal, os quais ainda são colocados para uma internação forçada em muitos contextos, ratificam isso. De maneira análoga ao que aconteceu nas políticas de higienização e urbanização na ''Cidade Maravilhosa'' no segundo reinado, em que as populações pobres foram expulsas de suas casas e obrigadas a se distanciarem do centro urbano, os usuários de drogas são reprendidos e afastados para permanecerem em sua invisibilidade.
Desse modo, apesar de possuir uma lei contra substancias ilícitas, o Brasil encontra-se com poucos avanços nesse segmento e enfrenta diversos desafios, sendo necessário o reconhecimento desse problema e a adoção de medidas para amenizá-lo. É imprescindível, assim, que, por ventura do Poder legislativo e do Ministério da Saúde, seja reformulada a legislação atual utilizando-se da criação de projetos de leis para tal, focando, dessa vez, na inclusão e regulamentariam desses produtos, estabelecendo limites de venda e usando o dinheiro dos impostos sobre eles na criação de estabelecimentos de recuperação e de órgãos fiscalizadores para tornar as práticas públicas nesse âmbito eficiente e evitar o tráfico. Deve-se também por intermédio das Secretarias de Inclusão Social que sejam feitos acordos com empresas em troca de incentivos fiscais para possibilitar a criação de postos de trabalhos e de cursos educacionais, para permitir a inserção dos usuários.
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