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Durante o século XVIII o Arcadismo, com o lema "Fugere Urben", fez da natureza o seu lugar de refugiu diante das constantes transformações urbanas pós revolução industrial. Entretanto, a busca incessante por lucro e desenvolvimento trouxe um alto preço à natureza, o qual é evidenciado na sua rápida degradação. Nesse sentido, medidas são necessárias para amenizar esse prolema.

Primeiramente, fatores histórico-culturais contribuem para uma desenfreada, e irresponsável, exploração. Durante a Idade Moderna, o extrativismo e a busca por matérias primas foram responsáveis por sustentar as bases da maioria das economias coloniais e imperiais da época, sendo, ainda, legitimada pelo cristianismo, com o ideal de que "a natureza surgiu para servir ao homem." Dessa forma, as incontinências para com os nossos ecossistemas sempre foram uma realidade, onde a responsabilidade e o desejo de preservar nunca foram prioridades. Logo, não é de se estranhar que esse pensamento ainda se faça presente nos dias de hoje.

Em decorrências disso, são inúmeros os casos em que economia e desastres ambientais andaram lado a lado. Como exemplo podemos citar o recente rompimento de uma barragem da mineradora Samarco em Mariana, Minas Gerais, o qual deixou um rastro de destruição com perdas irreparáveis para as comunidades e ecossistemas locais. Com isso, é notório que precisamos ser consequentes em nossos atos e que devemos ter discernimentos para extrair de forma sustentável e legal, dando tempo e espaço à natureza. Desse modo, é preciso criar medidas para evitar que acidentes irresponsáveis, como o de Mariana, aconteçam.

Fica claro, portanto, que o modo com o qual conduzimos nossas relações com a natureza até aqui, precisam ser mudados. Nesse sentido, faz-se necessário que os meios de comunicação, em parceria com ONG's como Greenpeace e WWF, realizem campanhas de conscientização, em novelas e propagandas, desconstruindo essa mentalidade histórica e alertando sobre os efeitos devastadores que o crescimento a qualquer custo traz há nossa fauna e flora. Além disso, é preciso que grupos como o G-20, juntamente com a ONU, criem leis mais severas visando não só o desenvolvimento sustentável, mas também a rápida punição dos responsáveis por desastres ambientais, com maiores indenizações e até suspensão das atividades. Só assim, conseguiremos viver em harmonia com a natureza e garantir que ela, mesmo após três séculos, ainda exista como um lugar de refugio.
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