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Tema: Alternativas para a violência Urbana no Brasil

A abolição da escravidão sem um direcionamento dos indivíduos ao mercado de trabalho, seguido pela época do liberalismo excludente da Primeira República formaram as bases de um país que é hoje sinônimo da violência no mundo. A falta de planejamento e medidas de longo prazo fazem parte dos governos subsequentes até se mostrar consolidado no Brasil contemporâneo um permanente estado de medo, fruto da violência que traz consequências sociais e econômicas. Resolver o quadro de tensão nas cidades brasileiras é dever de um país que deseja consolidar-se democrático.
É válido analisar, primeiramente, a formação social brasileira como raiz do problema. Além de tardia, a Lei Áurea colocou na sociedade indivíduos sem qualquer experiência com o mercado capitalista em locais totalmente despreparados para receberem o novo contingente populacional, aliado ainda ao preconceito extremo do período, iniciando-se o processo de marginalização dos economicamente vulneráveis, que usam a violência como fim último para sobreviver, se auto afirmar na sociedade apartada pelo consumo e em resposta a opressão do Estado.
Assim, cabe avaliar as consequências da violência no meio urbano. A consolidação de uma nação profundamente desigual, aliada a crise Brasileira e as tendências neoliberais, excluem do acesso ao emprego e renda os sujeitos vítimas da construção histórica, sem contrapartida de uma formação acessível com oportunidades, que provoca uma explosão da violência que lota os presídios, trava o sistema de saúde - custos ? e priva cada vez mais os indivíduos da vida em sociedade, potencializando o ciclo da violência.
Fica claro, portanto, que a violência urbana tem bases históricas e sua resolução sempre foi secundarizada. Assim, o Congresso Nacional deve aprovar uma lei que destine parte dos recursos da União à capacitação profissional aos brasileiros em condição de vulnerabilidade, de modo a oferecer cursos e encaminha-los ao mercado, para formação de mão de obra de aceitação na economia moderna, a fim de tornar os caminhos da violência pouco atrativos. As prefeituras municipais devem capacitar agentes e aumentar o número nas ruas para garantir a segurança, apreendendo objetos potencializadores da violência (armas ilegais e drogas), objetivando atender as necessidades emergenciais até quando os efeitos da seguridade social estiverem consolidados.
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