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TEMA: O PRECONCEITO LINGUÍSTICO E SEUS EFEITOS EM DISCUSSÃO NO BRASIL
Desde o século XIX, com os movimentos literários, a língua falada ganhou destaque devido às suas variações, as quais compõem a diversidade cultural brasileira. No limiar do século XXI, no entanto, tem aumentado cada vez mais as discussões acerca do preconceito linguístico, pois, na internet, por exemplo, tornou-se comum a discriminação entre os usuários, em que alguns usam a gramática normativa como parâmetro de indicação entre a fala ?correta? e ?errada?, gerando consequências significativas. Dessa forma, urge que sejam realizadas medidas eficazes não só em um modelo mais eficiente de punição e fiscalização, mas também comportamentais.
Nessa perspectiva, com a grande diversidade do falar no país, é notório que hajam padrões de comunicação que devem ser de uso democrático, o que não acontece na prática, desencadeando em uma série de preconceitos entre os falantes do português brasileiro. O professor e escritor Marcos Bagno traz em seu livro ?Preconceito Linguístico?, uma reflexão acerca de como a escola ensina a modalidade formal da língua portuguesa para os alunos. O autor explica que as escolas tendem a impor sua norma linguística, de fato, como se ela fosse comum aos mais de 200 milhões de brasileiros, o que não é verdade, não só pela peculiaridade de cada região, como também pelo aspecto socioeconômico. Essa realidade, por sua vez, reafirma as práticas de discriminação aos que não fazem uso do falar erudito, gerando exclusão social e, no caso das escolas, pode proporcionar o aumento no índice de evasão escolar.
Outrossim, apesar disso, os escritores pré-modernistas buscaram essencialmente a valorização da pluralidade da fala coloquial, aplicando no universo literário. Contemporaneamente, em continuidade aos trabalhos dos escritores, a linguística, uma vertente da língua portuguesa, busca, principalmente, a valorização da cultura local na aplicação dos estudos do português propriamente dito, ou seja, busca essencialmente incluir a fala típica regional em seu estudo. Tal necessidade existe, pois, sob uma perspectiva histórica, a literatura sempre valorizou o falar ?correto?, impondo a linguagem erudita sob um olhar superior às outras. Nesse contexto, o poema de Oswald de Andrade, ?prenominais?, explica a dualidade entre a fala e a escrita.
Destarte, é imprescindível uma sinergia entre poderes de influência social em combate ao problema. Para tanto, o Ministério da Educação, apoiado pelo Governo, deve promover um ajuste na forma como são aplicadas as variações linguísticas na escola, pois é nesse momento que o aluno, tendo o contato com as diversas culturas, molda a sua forma de pensar em relação a isso. Essa realização deve acontecer com a preparação do educador, acrescentando na grade acadêmica e até mesmo com investimentos na preparação da equipe de professores, para que os alunos entendam a importância da valorização das particularidades brasileiras. Além de engajarem os alunos com trabalhos que coloquem eles nas mais diversas situações, como teatro, danças típicas e leituras típicas, levando o aluno para além de pesquisas na internet. Por fim, ao Governo cabe não só o estabelecimento, por vias legais, de leis que criminalizem o preconceito linguístico, assim como melhor divulgação, por meio de campanhas informativas, a importância acerca do assunto.
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