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Em 1950 mais de 70% da população vivia em zona rural e a mortalidade infantil passava de 10% , ocorre assim ondas migratórias para o meio urbano. Nesse contexto, criou-se o SUS ( sistema único de saúde ) que teoricamente garante saúde a toda sociedade brasileira, um dos maiores sistemas do mundo, no entanto, na prática problemas como lotação no pronto socorro, demora ao atendimento e condições hospitalares precárias, são cada vez mais presentes, essa realidade não é diferente nos planos de saúde. Seja por subfinanciamento ou gerenciamento incompetente, cabe analisar até que ponto essas dificuldades se colocarão na frente do direito a saúde.
É preciso considerar, antes de tudo, que tanto a saúde pública quanto privada são centradas na doença - medidas de remediação- , isso faz com que o sistema quebre, uma vez que a população envelhece e adquire problemas crônicos. Sendo assim, o enfoque desses deve ser em medidas profiláticas, evitando o envelhecimento com problemas de saúde o que deixaria as despesas mas baratas.
Em segundo lugar, é notório, que o problema está diretamente ligado ao subfinanciamento, visto que na medicina a incorporação de tecnologia aumenta os preços, por isso é necessário um maior investimento nessa área, porém o que se observa é o contrário, as aplicações não passam de 1,7% do PIB, desse modo, na contemporaneidade usa-se apenas metade do investimento previsto na constituição de 1988. Por outro lado é evidente também o mau gerenciamento, que abre espaço a interferências políticas e corrupção, com isso os recursos que já são pequenos se tornam ainda menores.
Fica claro, portanto, o avanço na saúde em relação à 1950, porém, é imprescindível medidas que busquem melhorar esse entrave. Para isso é crucial retirar a enorme burocracia que faz com que o sistema não responda com agilidade, criando cursos de pós graduação para gestão de saúde, afim de preparar melhor os profissionais da saúde para atuar no gerenciamento, administração, financiamento e organização, diminuindo assim interferências que geram desvios. Sem esquecer do apoio populacional e ongs , tanto na reivindicação do direito a saúde, com passeatas, protestos pacíficos, quanto na criação de grupos como CPMF ( contribuição provisória sobre movimentação financeira), extinta em 2007 com o objetivo de auxiliar o governo na arrecadação de capital, responsável por angariar impostos específicos para esse setor, principalmente em um momento de crise financeira onde o estado não consegue lhe dar com essas dificuldades sozinho. E assim poder afirmar não só teoricamente mas na prática, o Brasil tem o maior sistema de saúde.
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