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Tema: "Desastres ambientais: qual o preço do desenvolvimento?"

Em 2015 o Brasil foi destaque no jornalismo mundial ao protagonizar o maior desastre ambiental de sua história, com o rompimento de barragens de minérios em Mariana, Minas Gerais. Esse acidente, mesmo destacando-se em magnitude, é similar a tantos outros, por ter como causas a ganância financeira e a inefetividade da aplicação das leis ambientais.
A Samarco, empresa responsável pelas barragens que romperam e destruíram Mariana com sua lama tóxica, extrai e exporta minério brasileiro, e de acordo com seu próprio web site, faturou quase três bilhões de reais em 2014. Com tamanho lucro, era possível que a empresa contratasse profissionais para fiscalizar setores que oferecessem riscos ao meio ambiente e impedir que esses riscos se tornassem realidade.
Quase três anos após o desastre, a Samarco ainda não foi condenada por seu crime ambiental, continua a atuar em Mariana e não custeou integralmente os gastos com a reparação da cidade e indenização de moradores que se feriram, perderam pertences, moradia e familiares. Essa impunidade é resultado do ineficiente e burocrático sistema judicial brasileiro, que tarda em todas as fases de um processo, desde a autuação até a condenação.
Uma medida a ser tomada em casos como este seria a obrigatoriedade imposta pela justiça brasileira à empresas responsáveis por danos à natureza de desenvolver projetos ambientais para a população das cidades onde atuam enquanto seu processo judicial está em andamento, para que o Judiciário deixe claro para a indústria que a destruição do Brasil é um preço alto demais a ser pago pelo desenvolvimento.
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