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Tema ENEM 2005

Por conta da postura acrítica de muitos, a luta contra o trabalho infantil revela uma realidade de poucos avanços e muita estagnação. Por isso não restam dúvidas de que o seu combate requer firmeza de propósito e necessário engajamento coletivo. Afinal, se as crianças são o futuro, lutar por elas é mais que um dever.


De início cabe destacar a notória fragilidade do entendimento de que o trabalho infantil é uma realidade rara e distante. No bojo dessa perspectiva inconsistente e coloquial, nota-se que o entrave desse dilema é a proliferação de atitudes irresponsáveis, como a idealização do trabalho infantil, como uma ação que trará benefícios a criança. O Brasil, mediantes dados obtidos pelo IBGE comprovam que as regiões onde mais se encontra trabalho infantil é nos Estados de maior desigualdade. Logo, não existe benefícios, mas sim a retirada de oportunidades, como a abdicação do estudo para trabalhar. Mudar essa realidade não é uma opção, mas uma necessidade.


Além disso, deve-se atentar à gravidade de um enorme paradoxo acerca do trabalho infantil: embora reconheçam a sua relevância os setores sociais e políticos não se comprometem com a sua superação. Por conta disso, o direito da criança e do adolescente garantidos na constituição vem sendo abandonado e o futuro do Brasil prejudicado. Torna-se imperativo fomentar postura mais concisas e proativas que visem mudar as estatísticas obtidas.


De fato, apenas pela atuação coesa e engajada pode-se instituir ações acerca do trabalho infantil. Para tanto através da maior averiguação em regiões que formam tais vítimas. Em paralelo, aos órgãos governamentais em garantir para as famílias brasileiras de baixa renda condição de sobreviverem sem exigir que os menores trabalhem para viver. Aliado a ações de ONGs trazendo políticas públicas que assegurem o direito da criança e do adolescente. Assim, baseado em   Mahatma Gandhi, “as mudanças sociais não provem do poder de alguns, mas da obstinação de todos”.

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