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Tema ENEM 2003

  A série brasileira "Impuros", desenvolvida pela Ancine (Agência Nacional do Cinema), retrata a história de Evandro (chefe do tráfico no Morro do Dendê) e Morelo (policial federal do Rio de Janeiro). Na narrativa, frequentemente é retratado conflito entre ambos. Fora da ficção, as divergências mostradas na série rotineiramente acontece na sociedade brasileira, principalmente nas favelas e periferias, tendo como o alvo principal, o homem negro.


  Primordialmente, para os negros serem tratados como alvo principal na violência brasileira, basea-se em um fato histórico-social, pois, em 1888, ano em que houve, teoricamente, a abolição da escravidão, os mesmos foram obrigados a ir para as periferias da cidade, ou seja, para as extremidades, dado que o custo de vida era menor, e visto que os ricos moravam nos centros. Com isso, o tráfico surge como uma predileção mais viável para se ascender na vida financeira, logo, como forma de tentar combater, a polícia faz uso da violência, consequentemente, os negros findam sendo os que assiduamente sofrem com tal represália. E é exatamente essa a história retratada na série televisiva "Impuros". 


  Além disso, vale ressaltar que a violência física não é o único problema que o negro encontra na atualidade. De acordo com uma pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), mais da metade da população brasileira é negra, porém, mesmo sendo maioria, são menos da metade dos alunos que ingressam nas universidades, constatando-se assim, como uma violência social. Em julho de 2020, no jogo entre Santos e Ponte Preta, o atacante negro santista, Marinho, foi vítima de atos racistas, tendo que ouvir asneiras como: "Você é negro, deveria estar na senzala, como sempre foi. Nem deveriam ter saído de lá." Dessa forma, o racismo (estrutural, ou não), recorrentemente é exposto na sociedade brasileira (exemplo do Marinho é um entre dezenas que acontecem no dia a dia), caracterizando-o como mais um tipo de violência social e moral. 


  Torna-se evidente, portanto, que é mister que o Estado, representado pelos Ministérios da Justica juntamente o Ministério da Educação, insiram nas matérias da grade curricular dos alunos, conteúdos que debatam a cerca da violência e dos preconceitos para com indivíduo negro, ressaltando os prejuízos físicos e psicológicos que a prática dos mesmos refletem, de forma que possa conscientizá-los. Somente assim, para que a violência brasileira, principalmente para com os negros, amenize, e deixe de ser assíduo no Brasil. 


   


 

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