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Telenovelas brasileiras como influência social

As telenovelas são obras livres, cujo enredo é modificado ao longo da trama visando atender a opinião pública. No entanto, apesar de seguir a audiência este tipo de entretenimento é utilizado para ampliar a visibilidade de minorias sociais, promover novas tendências de moda e também aproximar diferentes culturas. Tais fatores influenciam o cotidiano do brasileiro seja no modo de pensar ou agir e por isso, faz-se necessária sua regulação para evitar que o oligopólio das emissoras interfira na função social desse meio informacional.


Em um primeiro plano, é necessário notar a função social significativa das telenovelas brasileiras. À medida que traz à público o debate acerca de temas marginalizados combate a intolerância enraizada na população. Tal fato comprova-se com o caso da personagem Ivana, na telenovela “ A Força Do Querer ”, que se desenvolveu transexual ao longo da narrativa e deu visibilidade à causa LGBTQ, o que permitiu a sociedade refletir sobre seu comportamento preconceituoso, principalmente através das redes sociais onde diversos indivíduos compartilharam suas experiências . Depreende-se, por fim, a importância social benéfica que as telenovelas geram na sociedade ao garantir espaço às minorias segregadas.


Além disso, é imperioso destacar o oligopólio das emissoras de TV existentes no Brasil como fator limitante para variedade de abordagens das telenovelas. Isso acontece pois quando a televisão chegou ao pais, as emissoras concentraram a oferta de programação de acordo aos interesses da elite, uma vez que essa era a maior consumidora de conteúdo. Sob essa ótica, percebe-se a monarquia televisiva historicamente instaurada no Brasil que de maneira análoga as monarquias absolutistas, concentra o poder na mão de poucos. Nesse viés, as abordagens hoje vistas nos programas de entretenimento são aquelas coniventes com a opinião do grupo maior consumidor, a classe média. Infere-se, portanto, que a oferta de conteúdo atual limita o entretenimento das diferentes camadas sociais.


Torna-se evidente, portanto, que o oligopólio das emissoras de TV brasileiras assegura a propagação do pensamento crítico de apenas parte da sociedade. Para combater a esse cenário cabe ao Governo Federal, por meio do aumento na fiscalização dos programas ofertados garantir variedade de abordagens dos diferentes gêneros ficcionais, de modo a preservar a independência da formação de opiniões e consequentes ações dos brasileiros.

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