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Telenovelas brasileiras como influência social
Durante o Renascimento, era comum que artistas fossem pagos para promover a imagem dos nobres, o que mostra que não é intrínseco à contemporaneidade o uso da arte para influenciar padrões ideológicos na sociedade. Atualmente, contudo, um dos principais influenciadores sociais têm sido as telenovelas, as quais contribuem, frequentemente, para a alienação do consumo e da cultura no Brasil.
Majoritariamente, nota-se a preferência das novelas em retratar o cotidiano da classe média alta, uma vez que é comum, por exemplo, a imagem de adolescentes equipados com tecnologias em celulares ou videogames, como ocorre nas tramas infanto-juvenis do SBT. Nesse sentido, as mídias influenciam ao que Karl Marx classifica como fetichismo, no qual as mercadorias adquirem "vida própria" ao ditarem padrões sociais. Assim, os indivíduos são induzidos a consumir para obter "status" social.
Não obstante, ocorre a futilização da função social da mídia para a sociedade. Desse modo, considerando que, muitas vezes, a arte esteve historicamente ligada ao raciocínio crítico, tal como no Humanismo, que buscou valorizar a ciência e o homem, as telenovelas atuais mais contribuem com a massificação da indústria cultural do que com a reflexão de temas como a educação e a saúde. Destarte, a população segue passivamente assistindo aos capítulos que lançam a "música do verão".
Convém, portanto, que a mídia represente, em suas novelas, realidades de diferentes padrões de consumo, que englobem um estilo de vida menos consumista, não mais priorizando o fetichismo pela mercadoria, mas antes enredos que resgatem a crítica social, a fim de evidenciar temas importantes, como a educação. Ademais, o Ministério da Educação e Cultura deve distribuir nas escolas livros de sociologia que abordem a massificação da cultura promovida por novelas, de modo a diminuir a alienação.

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