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Telenovelas brasileiras como influência social
Em meados da década de 1960, as telenovelas começaram a ganhar notoriedade no Brasil e questões como a sua influência social entraram em pauta. Comumente, as histórias retratadas assemelham-se com o cotidiano do brasileiro, o que favorece o engajamento das massas. Portanto, deve-se analisar a formação dos cidadãos e o papel das novelas na contemporaneidade para que empecilhos vigentes sejam enfrentados.
De acordo com dados divulgados em 2016 pelo IBGE ? Instituito Brasileiro de Geografia e Estatística ?, 12,9 milhões de pessoas são analfabetas no país. Nesse viés, vê-se que é mais frequente uma postura semelhante à adotada pelo catolicismo, onde o fiel não estuda o livro sagrado em si, mas sim às palavras do padre. Destarte, a oralidade tem um poder de alcance bem mais amplo que a escrita, o que explica o sucesso do rádio durante a Era Vargas e o consequente domínio da televisão como maior exportadora de ideias e informações no contexto presente. Logo, era de esperar-se a adoção das telenovelas como passatempo predileto do povo.
Desta maneira, hodiernamente, a televisão carrega a função de transmitir e conscientizar a população sobre temas sociais de relevância pública. Exemplo disso é a novela Amor à Vida, responsável por protagonizar o primeiro beijo gay da televisão brasileira, o que fomentou debates acerca da homossexualidade e homofobia. Ademais, enredos sobre AIDS, identidade de gênero e racismo também já foram abordados, o que auxilia numa percepção mais humanitária da sociedade. Posto isso, as redes de comunicação responsáveis hão de dar continuidade às tramas que provoquem a reflexão no que diz respeito aos problemas rotineiros.
Por isso, fica claro que as telenovelas atuam como distribuidoras de conhecimento e tal ação tem contribuído com a mentalidade dos brasis rumo ao progresso. À vista disso, as emissoras devem continuar a inserir temas de relevância social em suas produções com o fito de alertar e informar a nação, como também incentivar o estudo e leitura entre os jovens, para que estes formem opinião própria. Como também, o Ministério da Cultura e o PROJAC hão de promover oficinas, workshops e centros teatrais gratuitos em áreas mais carentes, com o intuito de integrar a comunidade e dar prosseguimento na arte de atuar, além de servir como ponte para a ascensão social dos que se encontram em situação de vulnerabilidade econômica. Paralelamente, o Ministério da Educação deve garantir educação à todos, com o objetivo de atenuar a alta taxa de analfabetos brasileiros e desenvolver indivíduos que consigam reconhecer tentativas de alienação.
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