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Telemedicina no Brasil

“Prometheus”, filme da série Alliens, mostra uma cabine que faz diagnósticos e cirurgias remotamente e por meio de robôs. Não distante das telas, nos dias atuais, no Brasil, o uso de modernas tecnologias de informação e de telecomunicação ainda encontra entraves na área médica, e portanto, precisam ser superados. Em razão disso, estão distribuição desigual de materiais e de recursos humanos, e segurança do paciente.  Em consequência disso, vê-se, a todo instante, falta de atendimento médico adequado, filas nos postos de atendimento e vazamento de dados dos enfermos.


Em primeiro lugar, é notável que as dimensões continentais do território brasileiro acarretam em uma disposição assimétrica de médicos e de materiais. Segundo Mauro Ribeiro, Presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), “Temos médicos em número suficiente para atender a população brasileira, o problema está na distribuição. Os médicos estão concentrados nos grandes centros”. Sob esse viés, é fato que em áreas rurais e em municípios pequenos no interior do país, há uma carência de médicos e de postos de saúde. Assim, a fim de combater tal realidade, a telemedicina veio suprir esse desarranjo, no entanto, as horas em atendimento remoto precisam ser controladas e  remuneradas corretamente. Dessa forma, é importante interligar conhecimento aos pequenos centros com o objetivo de fornecer monitoração, serviços de cuidado e consultas remotas.


Em segundo lugar, políticas de segurança cibernética devem ser reforçadas para zelar pela privacidade dos pacientes. Parafraseando Augusto Schmoisman, especialista em defesa cibernética corporativa, não existiu a atenção necessária na implantação de sistemas remotos durante a pandemia do coronavírus.  Nessa perspectiva, o número de ataques virtuais continua em elevação, o que gerou desconfiança de médicos e de pacientes no uso da telemedicina. Esse fato é agravado pela falta de conscientização da comunidade médica para o uso de prontuários eletrônicos. Desse modo, é fundamental o investimento em programas para mitigar o risco e melhorar o processo de atendimento remoto na área da saúde.


Evidencia-se, portanto, que a telemedicina no Brasil constitui desafios a superar. Assim, cabe ao Ministério da Saúde e da Justiça, por meio de leis e de investimentos, com um planejamento adequado, definir os critérios da responsabilidade profissional para telecirurgias e de programas com requisitos mínimos para a telemedicina, com o fito de compartilhar as obrigações e registrar todas as informações trocadas entre os médicos. Além disso, é de suma importância que as instituições de saúde promovam, para profissionais de saúde, discussões sobre impactos no trabalho médico. Dessa maneira, mais pacientes serão atendidos com segurança e com qualidade médica.

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