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Tecnologia une ou separa as diferentes classes sociais

           É sabido como símbolo da Terceira Revolução Industrial, iniciada em 1950, o desenvolvimento tecnológico, o qual adquire, cada vez mais, seguidores. Paralelo a isso, em um cenário hodierno, é notório que a tecnologia não atingiu toda população, ou seja, não existe uma democratização tecnológica, ocasionando uma separação de classes na sociedade. Nessa perspectiva, torna-se como causa deste abismo social tanto a opressão, oriunda dos grupos mais privilegiados, bem como a omissão do Estado.


            A priori, o autoritarismo da tecnologia pode ser considerado um empecilho à consolidação de uma solução. Em conformidade com Pierre Bourdieu, grande teórico francês, um instrumento que foi criado para ser um elemento de democracia não deve ser convertido em objeto de opressão. Em meio a isso, a realidade vivenciada é totalmente contrária à máxima do pensador, uma vez que o conhecimento adquirido pelos sujeitos que vivem à margem do corpo-social, nunca se igualará aquele obtido por indivíduos detentores do acesso à internet, originando, assim, uma opressão com um artifício de viés democrático. Sob esta perspectiva, é indiscutível que essa discrepância de conteúdo alcançado, potencializada pela tecnologia, aumenta a repartição existente entre as classes.


            Em segundo plano, a negligência das autoridade, no que diz respeito à democratização da tecnologia, é um grande impasse à resolução da problemática. Segundo Aristóteles, grande defensor da honestidade, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. À vista disso, a falta de ações governamentais concerne no desequilíbrio social, ao passo que a conjuntura atual apresenta um grande índice de cidadãos, os quais não possuem acesso à tecnologia. Logo, é evidenciado um descompasso na comunidade, ignorado pelos órgãos públicos. Sendo assim, reafirma-se, novamente, a tecnologia como uma catalisadora do distanciamento entre as camadas na sociedade.


            Infere-se, portanto, que a tecnologia separa, ainda mais, os grupos sociais. Então, é mister do Estado tomar as medidas cabíveis, a fim de reverter esse quadro deletério. Deste modo, é preciso que o Tribunal de Contas da União (TCU) envie verbas que, por intermédio de ONG’s e Ministério da Educação e Cultura (MEC), serão revertidas na construção de centros, em locais que carecem de materiais tecnológicos, nos quais serão disponibilizados computadores, internet e outros materiais importantes na disseminação de conhecimento, com o intuito de que haja uma igualdade no alcance tecnológico. Só assim, a tecnologia será um campo de grande utilidade para todos e assim, uma nova sociedade, alicerçada na justiça, ressurgirá.

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