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Suicídio entre jovens

O termo "Mal do Século" foi usado, no século XIX, para caracterizar a segunda geração do Romantismo, a qual foi assinalado por vários casos de suicídio, influenciados, principalmente, pelo vazio existencial e melancolia deixados pelo racionalismo iluminista. No Brasil, atualmente, casos de suicídios voltaram a se tornar constantes, evidenciando uma sociedade marcada pela liquidez social e desatenção acerca do senso de solidariedade, permitindo que casos de suicídio cresçam demasiadamente no país, matando mais jovens do que a Aids e o HIV.
Zygmunt Bauman, em sua obra "Modernidade Líquida", defende a ideia de que se vive em uma sociedade marcada pelo imediatismo e que a forma de vida contemporânea assemelha-se pela vulnerabilidade e fluidez. Desse modo, somando-se a isso o sentimento de inutilidade, oriunda da necessidade capitalista existente e ao sentimento de fracasso, têm-se um ambiente propicio para pensamentos pessimistas que podem, sem a ajuda necessária, levar ao suicídio. Isso porque, muitos jovens não buscam ajuda psicológica ao se deparar com o problema e os sinais, muitas vezes, não são perceptíveis para os integrantes de seu convívio social, tornando árdua a tentativa de impedir tais atos que são responsáveis por 7,3% das mortes de jovens no Brasil, segundo a OMS.
As causas primordiais que levam ao suicídio sempre estiveram em constantes debates por parte de especialistas da saúde física e mental. No século XIX, Émile Durkhein já buscava essas causas: em seu livro "O Suicídio" ele afirma que quanto maior o grau de interação e solidariedade entre um grupo social, menor as chances de um indivíduo cometer suicídio. Sob essa conjectura, têm-se como fator primordial o abandono e exclusão social, evidenciados, primordialmente, na fase infanto-juvenil, seguido, muitas vezes, de casos de bullying e descriminação, prejudiciais a saúde psicológica do indivíduo e ao seu desenvolvimento social. Além dos estímulos recebidos por conta do convívio social, as crianças recebem, similarmente, estímulos dos seus responsáveis, pois quando criadas em ambiente vulnerável, essas também tornam-se propicias a diversas frustrações e problemas psicológicos, como a ansiedade e depressão. Diante de tal perspectiva, evidencia-se uma realidade brasileira caótica, a qual carece de recursos que prezem a saúde mental e exercício de cidadania da população.
De modo a atenuar o problema no Brasil, é indispensável a adoção de medidas que garantam o bem-estar psicológico da população. O Ministério da Saúde deve disponibilizar apoio psicológico grátis, que abranjam toda a sociedade, sobretudo, os jovens. Além disso, o Estado, através da escola ? principal formadora moral ? deve propor aulas de discussão acerca do assunto, a fim de encorajar os jovens a buscarem ajuda. Por fim, a família ? principal instrutora ? deve promover diálogos instrutivos e estarem atentos à possíveis sinais presentes no comportamento de seus filhos. Somente assim, observada a conjuntura entre sociedade e poder público, o país poderá promover o bem-estar social, além de romper com o mal do século XXI.
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