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Suicídio entre jovens

Em 2017 o jogo ?Baleia azul? e a série americana traduzida como ?os treze porquês? viraram temas de grandes discussões no Brasil por ambas estarem relacionadas a um problema que tem ganhado grandes proporções no país, o suicídio entre jovens. Problema que tem se agravado com a ausência dos pais na vida dos filhos e com o preconceito em relação à depressão juvenil.
Segundo a BBC Brasil, entre os anos de 2002 e 2014 houve um aumento de quase 10% no número de suicídios entre jovens no país. Esse aumento pode ser atribuído a diversos fatores, contudo, o mais significativo é a falta de atenção que os pais designam aos filhos. Ocupados demais, eles só aparecem na vida dos mesmos para cobrarem comportamentos exemplares, gerando nos jovens pressão para serem perfeitos, o que obviamente não é possível, e acabam os expondo a vulnerabilidade em relação à vontade de acabar com a própria vida.
Além da pouca atenção ofertada pelos pais, o preconceito em relação a problemas psicológicos com jovens também apresenta uma barreira para acabar com o suicídio. A sociedade foi construída com a ideia de que crianças e jovens não tem problemas ou preocupações, e que depressão nessa idade é ?bobeira?. Porém, conforme a Psicologia do Desenvolvimento, o jovem é influenciado facilmente pelas opiniões alheias, essa tendência somada ao bullying e o isolamento causado pelas redes sociais podem sim acarretar a depressão, e é necessário acabar com o preconceito para que se possa conversar de maneira aberta e entender que qualquer ser humano inserido em uma sociedade de padrões de perfeição está sujeito a depressão, seja qual for a idade.
Já existe hoje no Brasil a CVV, centro de valorização a vida que ajuda potenciais suicidas, contudo no Brasil os debates sobre o assunto ainda são superficiais. Faz-se necessário a união entre os ministérios da educação e da saúde para identificar potenciais vítimas e promover projetos que estimulem a autoestima do jovem, e que se criem espaços para diálogos. Também cabe promover debates com os pais para alerta-los da importância de se conversar com os filhos e incentiva-los a levar a sério seus problemas. Já a mídia, pode criar campanhas de valorização da vida, que mostrem para os jovens que existem soluções para suas atribulações e que pedir ajuda não é sinônimo de fraqueza.
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