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Suicídio entre jovens

Suicídio entre jovens
Uma brincadeira perigosa chegou ao Brasil em meados de 2017, e logo despertou a curiosidade de muitos jovens, é um jogo onde os participantes são induzidos à prática de atividades que vão desde pequenos delitos e autoflagelo até mesmo ao suicídio. Segundo estudo publicado anualmente pelo Ministério da Saúde, a taxa de suicídio entre jovens de 15 e 29 anos aumentou aproximadamente 10% nos últimos dez anos. Como encontrar respostas para esse aumento? Qual é a motivação dos jovens para o suicídio? Respostas para essas e outras questões, serão apresentadas nos próximos parágrafos.
Embora o assunto tenha ganhado os holofotes da mídia em 2017, o tema já vem sendo estudado há algum tempo, é o que mostra o relatório do Ministério da Saúde que mapeia os dados da violência no Brasil. Segundo especialistas, o Brasil não figura entre os países com maior taxa de suicídio do mundo, pelo contrário, enquanto aqui cerca de 5,7 jovens a cada 100 mil cometem suicídio, em países como Coreia do Sul e Japão, esse número ultrapassa a casa dos 30. O que preocupa, é o fato desse quadro estar mudando rapidamente, fatores como o uso abusivo de drogas, abusos sexuais, bullying e depressão são os principais responsáveis por esse aumento.
Cidades cada vez mais fechadas em função da violência, obrigam os jovens a se trancarem em casa em busca de alguma segurança. Hoje a rede mundial de computadores chega ao lar da maioria dos jovens brasileiros, no lugar de sair para interagir e se divertir com atividades e brincadeiras ao ar livre, os adolescentes estão criando uma nova forma de se relacionar, quase totalmente digital, o que acaba trazendo alguns malefícios. Redes sociais e grupos de amigos formados por adolescentes depressivos, ou emocionalmente comprometidos em função de algum trauma, acabam tornando-se vulneráveis à estímulos para participação em jogos como o da baleia azul, e até mesmo à ação de traficantes e todos os tipos de criminosos interessados em lucrar.
A família precisa estar atenta ao que os filhos fazem na internet, crianças e adolescentes não precisam ter privacidade digital quando o assunto é segurança, os pais devem possuir as senhas de acesso às redes sociais, e acompanhar de perto o que os filhos fazem na internet. Sabemos que em grande parte dos casos, os abusos acontecem dentro da própria família, nessas situações a escola deve observar os menores sinais de que algo pode estar errado com a criança. Enquanto não tivermos condições de oferecer cidades seguras, e políticas públicas de qualidade para promover a integração entre os jovens, a família e a escola continuaram a exercer o papel de protagonistas no sentido de minimizar o número de suicídio entre jovens no país.
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