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Suicídio entre jovens

No livro autobiográfico norte-americano “Geração Prozac”, lançado em 1994, a autora, Elizabeth Würtzel, descreve as pressões das relações pessoais que a levam a desenvolver depressão e, com isso, pensamentos suicidas. Assim como no caso de Elizabeth, as causas para tal pensamento destrutivo como a depressão, a violência e o uso abusivo de substâncias químicas, afloram e potencializam a infeliz ideia autocida entre os jovens. Paralelamente, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o suicídio é a 3ª causa de morte de jovens brasileiros entre 15 e 29 anos. Em virtude disso, este dado alarmante evidencia a urgência com que tal tópico deve ser tratado, buscando minimizar as causas que levam ao torpor suicidário entre os jovens.


Nesse contexto preocupante, é importante destacar que a depressão aflora os pensamentos suicidas. Afinal, segundo a psicologia, a depressão é uma patologia crônica que atinge os mediadores bioquímicos envolvidos na condução dos estímulos por meio dos neurônios. Dessa forma, a tristeza e a falta de esperança, aliada às mudanças hormonais típicas desta faixa etária, além das pressões sociais, agravam os pensamentos autodestrutivos entre os jovens. Outrossim, a violência doméstica e sexual também contribui para o agravamento do quadro depressivo e, consequentemente, o crescimento potencial do desejo suicidário. Pois, quando os jovens são vítimas de violências ou acometidos pela depressão, o suicídio torna-se uma opção conveniente como forma de escapatória para tal realidade infeliz. Portanto, fica claro que é necessário alertar-se veementemente sobre a depressão como uma das causas que potencializam as ideias suicidárias entre os jovens.


Outro fator alarmante é o abuso de substâncias químicas lícitas ou não lícitas entre os jovens. Nesse ínterim, os adolescentes são mais vulneráveis ao uso dessas substâncias, pois estão em transição entre um cérebro infantil e o adulto, assim como relatado pela neurocientista Suzana Herrculano-Houzel no livro “Cérebro em formação”. Ademais, a dependência química é precursora de inúmeros problemas como: violência, acidentes, overdose, depressão e, por conseguinte, as ponderações autodestrutivas. Logo, fica claro a vulnerabilidade física e mental dos jovens e, devido a isso, é importante que a família se mantenha alerta e empática acerca do cotidiano e emoções dos adolescentes, prevenindo as causas que levam ao suicídio.


Em suma, torna-se entendível que para diminuir o crescente número de autocídios, entre os jovens, é necessário combater as causas que levam a essas ideias destrutivas. Assim sendo, é indispensável que a mídia, por meio de propagandas, notícias e mensagens-alerta, dissemine informação acerca do combate ao suicídio e suas causas, além de realizarem campanhas de valorização à vida e de incentivarem a família e a comunidade a acompanharem com mais afinco e empatia as mudanças e as necessidades dos jovens. Em síntese, é evidente que com união, diálogo e zelo, as taxas de suicídio abrandarão entre os jovens.

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