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Suicídio entre jovens

 A série norte-americana "Os 13 porquês", narra a história de Hannah Baker, uma adolescente que cometeu suicídio deixando 7 fitas que revelam os 13 fatos que aconteceram para que ela tomasse tal decisão. Infelizmente, a realidade não distoa da ficção, onde milhares de jovens sofrem com doenças como depressão e ansiedade, sem apoio familiar, em países que não possuem estratégias de prevenção ao suicídio amplamente divulgadas e bem estruturadas. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.


 Em primeiro lugar, é importante ressaltar que, atualmente, o suicídio é a segunda maior causa de mortes de jovens no mundo. Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, criador do conceito da modernidade líquida, o modo como as pessoas lidam com as relações sociais hoje são diferentes do passado, estando o homem em uma realidade instável - líquida -, que busca majoritariamente suprir suas próprias necessidades, tornando-se cada vez mais individualista. Por conseguinte, muitos jovens sentem-se receosos a respeito de expor seus problemas às pessoas próximas, por medo de não serem compreendidos nem mesmo pela própria família. 


 Ademais, enquanto o número de mortes de jovens suicidas no Brasil cresce, nos países desenvolvidos como Estados Unidos e Austrália, diminui. Conforme a constituição de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Logo, a falta de políticas públicas e uma estratégia nacional de prevenção ao suicídio não corroboram para a universalização desse direito extremamente importante. Assim, é imprescindivel que este cenário continue a perdurar.


 Portanto, é necessário que o Estado tome providências para resolver a problemática apresentada. Para o Ministério da Saúde, juntamente com o poder legislativo, urge a criação de um Plano Nacional de Prevenção ao Suicídio, por meio de discussões entre os órgãos governamentais, a fim de promover palestras sobre saúde mental nos mais diferentes âmbitos, principalmente o escolar, e estabelecer medidas de prevenção - como a de um psicológo disponível em cada instituição de ensino. Somente desse modo, a sociedade tornar-se-á menos individualista e histórias como a de Hannah Baker poderão ser evitadas.

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