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Suicídio entre jovens

     Disponibilizado em 2017, pela empresa Netflix, o seriado ‘‘13 Reasons Why’’ debateu o suicídio em populações jovens. Nesse cenário, cumpre salientar que, no Brasil, o número de atos suicidas cresceu 30% durante a última década - conforme dados do Ministério da Saúde. Assim, faz-se mister analisar essa problemática enfatizando os fatores que ensejam essa situação, notadamente, a influência negativa das redes sociais e a fragilização das redes de apoio.
     Deve-se destacar, de início, que o impacto das redes sociais no comportamento humano é um dos complicadores dessa situação. Nessa direção, o sociólogo Guy Debord assevera que as pessoas tendem a publicar somente aspectos positivos da sua vida, projetando um falso quadro de felicidade constante. Em decorrência dessa conjuntura, há crescente pressão social para ser feliz e viver em alta performance, o que, por sua vez, provoca um estado de tensão e angústia nos jovens. Consoante a essa narrativa, dados de uma pesquisa realizada pela Associação Americana de Medicina Preventiva sinalizam que os internautas assíduos são mais suscetíveis à depressão e ao suicídio. Destarte, evidencia-se que as representações idealizadas difundidas na internet acarretam um contraste entre a vida real e a fantasia, produzindo sintomas prejudiciais à saúde mental, como
depressão e ansiedade, os quais são fatores de risco para casos suicidas.
      Outrossim, o enfraquecimento das relações humanas contribui para majorar o problema. Nessa perspectiva, o sociólogo Ulrich Beck ressalta que as condições socioeconômicas do capitalismo global levaram à fragilização da solidariedade social. Nesse contexto, o médico psiquiatra Neury Botega adverte que os jovens em risco raramente procuram os serviços de saúde mental, o que reforça a necessidade de serem ouvidos. Percebe-se assim, que muitos casos poderiam ser evitados caso houvesse maior amparo social, uma vez que, nesse cenário, aumentam as chances de detecção dos sintomas e condução a serviços de saúde especializados.
     Portanto, é imperativo que sejam realizadas intervenções para dirimir a problemática envolvendo casos de suicídio entre jovens. Dessa maneira, compete ao Ministério da Educação e Cultura, responsável pela política nacional de educação, instituir disciplina de educação cidadã na base curricular das escolas públicas, por meio de portaria a ser editada pelo Ministro responsável pela pasta, com o intuito de conscientizar a população acerca dos fatores de risco associados ao comportamento suicida, assim como fortalecer as redes de apoio.

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