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Suicídio entre jovens

Suicídio entre jovens

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio já mata mais do que o HIV no mundo todo. O suicídio é por vezes visto como um crime, quando na verdade profissionais alegam que se trata de uma questão de saúde pública. Esse problema é derivado de vários fatores, tanto externos, quanto internos na vida do jovem.
As taxas de suicídio no Brasil alcançaram números preocupantes entre os jovens, tendo aumento significativo nas ultimas décadas, chamando a atenção de especialistas da área.
A OMS apresenta que entre jovens de 15 e 29 anos, o índice é de aproximadamente 7 casos para cada 100 mil habitantes, apesar de este número ser relativamente baixo, o Brasil está em 12° na lista de países latino-americanos com mais mortes nessa área.
A Flacso (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais), aponta de acordo com sua pesquisa, Violência Letal: Crianças e Adolescentes do Brasil, que em 2013 o número de mortes de jovens na faixa dos 19 anos por conta de suicídio era de 1%, uma taxa aparentemente baixa, mas quando comparado com os índices de 1980, o aumento é largo, sendo este de apenas 0,2% no passado. A taxa é ainda maior entre jovens de 16 e 17 anos, sendo a mesma de 3% em relação ao total. Parte da preocupação com esse tema no Brasil, foi por conta da observação de números de suicídio em alguns países da Europa ocidental, Estados Unidos e Austrália, onde o índice de suicídio entre jovens vem diminuindo.
Complementando esses números, de acordo com a OMS, o Brasil possui um índice de 2,6 mulheres por 100 mil pessoas, e 10,7 entre os homens, sendo esse fato inverso em relação a outros países, onde geralmente a taxa de mortalidade da população feminina seria mais alta, entre 2010 e 2012 no entanto, houve um crescimento de 18% nos índices femininos.
Há também uma questão socioeconômica permeando esse assunto, foi analisado que de forma global, 75% dos casos acontecem em países de média e baixa renda, tendo ainda mais impacto entre jovens. De acordo com pesquisas e gráficos da OMS, há picos notáveis na faixa etária de 10 a 25 anos nos países de baixa renda. Nota se também que existem mais mortes de homens do que de mulheres devido a masculinidade e as expectativas sociais, de acordo com Fleischmann, especialista da OMS.
Foi analisado por pesquisas acadêmicas, que no mínimo, 90% dos adolescentes que cometem suicídio tem algum problema mental, indo de depressão principalmente, para violência, ansiedade, ou até mesmo uso de drogas.
Há porém, gatilhos sociais, tais como o ambiente, escolar ou familiar, que proporciona crises de identidade sexual e afins. Os especialistas recomendam que deve se prestar atenção aos primeiros sinais do problema, e também à questões como o bullying, que podem ocorrer pela internet ou mídia, incentivando atitudes nocivas. A diretora do ramo britânico da ONG Samaritanos, Ruth Sunderland (Texto 1), consta que o suicídio juvenil é um assunto complexo com varias influências envolvidas e que é ainda menos estudado e compreendido.
Segundo dados da Flacso, e Alexandrina Meleiro, estão entre as questões que cercam o suicídio entre jovens: Comparações irreais, onde adolescentes que estão envolvidos por redes sociais veem exemplos e modelos de vidas perfeitas, e ao comparar com suas vidas, passam a surgir problemas pro conta de questões de inferioridade e assuntos do tipo. Quanto a sexualidade, não raro os jovens tendem a ter problemas de aceitação e compreensão própria, sendo comum que pais se contradigam ao dizer que colaboram com tal compreensão de seus filhos quando estes não são heterossexuais. Existe uma questão de gênero a respeito do suicídio (como foi anteriormente citado), onde homens por terem papéis e pressões sociais de maior força, independência e risco, podem acabar não procurando ajuda em momentos difíceis de suas vidas, em contrapartida mulheres tem redes sociais de proteção mais forte.
Além desses problemas, há ainda a questão dos abusos, do uso de drogas, e da superproteção parental, sendo o ultimo um problema mais contemporâneo, onde o filho ao quebrar ou perder objetos, tem sua frustração remediada com o materialismo oferecido pelos pais, que os compram objetos novamente, como forma de consolo, invés de educar seus filhos.
Um fato curioso e peculiar é o caso dos indígenas, pesquisas da Flacso apontaram que os maiores índices de suicídio do Brasil acontecem em áreas de comunidades indígenas, pois não se encaixam no perfil consumista e protegido pelos pais do resto da juventude, além disso as tensões territoriais e sociais impactam com força na vida desses jovens. Das cinco cidades com maiores taxas de suicídios de até 19 anos, quatro ficam no Amazonas, onde há a maior concentração da população indígena do Brasil.
A importância de tratar do suicídio e cuidar de nossa juventude, é para que essa crescente onda de casos e problemas mentais seja reduzida, pois a tendencia é que esses problemas aumentem cada vez mais conforme a humanidade avança, devido às questões sociais e mudanças de hábitos e tecnologia.
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