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Suicídio entre jovens

Entende-se que, desde o Iluminismo, a sociedade só evolui quando há comoção pelo problema alheio. Ao observar o suicídio entre os jovens no Brasil, porém, é evidente que esse ideal iluminista não sai da teoria, permitindo que essa problemática se persista na atual realidade do país, tanto pelo abafamento da mídia, quanto pela negligência governamental em não tratar o tema como questão de saúde pública.
Inquestionavelmente, é visto que a aplicação das leis constitucionais esteja entre uma das causas dessa questão. Segundo o filósofo chinês Confúcio, não corrigir as nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros. No Brasil, inclusive, são registradas cerca de 10 mil mortes, com uma taxa, surpreendente, de suicídio. E mesmo com dados que disparam constantemente, o modo como é abordado o assunto, sempre superficial pela mídia, ainda é um grande tabu: evita-se falar para que não se origine um surto de suicídio, como no caso do livro lançado em 1774, "Os Sofrimentos do jovem Werther", de Goethe, em que o personagem põe um a fim à própria vida depois de uma decepção.
Ademais, não se pode esquecer de uma das grandes impulsionadoras do problema: a negligência governamental em deixar em última instância a questão de saúde pública. De acordo com Jean Jacques Rousseau, a natureza fez o homem bom e feliz, mas a sociedade o deprava e o torna miserável. Seguindo essa ideia, indiscutivelmente, entre as principais dificuldades enfrentadas pelos profissionais de saúde no atendimento desses casos, no Brasil, estão a precariedade na formação em urgências psiquiátricas: é preciso admitir que o suicídio é uma questão que diz respeito a todos os profissionais dessa área.
É notório, portanto, que ainda há desafios para a construção de um Brasil melhor. À vista disso, o Ministério da Saúde junto do Governo deve promover palestras educacionais e informativas tanto nas escolas quanto em órgãos públicos, que discutam sobre a temática, sintomas, causas, consequências e doenças relacionadas de modo a conscientizá-los de que o suicídio não é a solução, que os jovens estão acolhidos e podem se expressar sobre o assunto, pois será ouvido. Especialistas afirmam que, quando um suicida conversa sobre a questão, as chances de se entender são maiores e amenizam os sintomas de uma possível patologia. Por último, mas não menos importante, a capacitação adequada de todos os profissionais da saúde é um grande preparatório para lidar com a causa.
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